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Conselho Regional de Medicina irá investigar hospital de MS que contratou falso médico

Jovem é formado em letras e atuava como médico chegando a fazer até acompanhamento de pacientes

Redação 
26/05/22 às 09h56
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O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) afirmou, nesta quarta-feira (25), que irá abrir sindicância. A investigação administrativa deve apurar se houve negligência por parte da Fundação Hospitalar de Costa Rica, município a 375 km de Campo Grande, na hora de contratar o estudante formado em Letras, de 23 anos, que se dizia médico.
“É responsabilidade do contratante checar a procedência dos documentos para confirmar a veracidade do registro médico. O CRM-MS informa que o exercício ilegal da medicina deve ser apurado pelas autoridades policiais”, completa o órgão, em nota.

De acordo com a diretoria do hospital, o suspeito chegou a atuar por um dia como médico, realizando apenas acompanhamentos. Ele precisou ser afastado devido ao tratamento de câncer e retornaria na segunda-feira (23), quando foi impedido pela polícia e levado à delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado.

“Ele acabou fazendo vaga em plantão de emergência por ser do município e ter CRM em mãos, mas quando fomos avaliar as informações, percebemos que o CRM era do Estado de São Paulo e de uma mulher. O e-mail era forjado, assim como o diploma e o CRM.”, confirmou a diretora da Fundação Hospitalar.

Entenda o caso
 
Um jovem, de 23 anos, foi autuado após trabalhar irregularmente como médico na Fundação Hospitalar de Costa Rica. Ele chegou a cursar medicina por cerca de dois anos, mas não concluiu os estudos.
Pra poder trabalhar no hospital, o suspeito apresentou um diploma e o CRM falsificado.
 

"Ele não tinha registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), chegou se apresentando como médico, falou que tinha interesse e, como município de interior tem muita necessidade, conseguiu”, afirmou o delegado Caique Ducatti.
 
O prefeito da cidade, Cleverson Alves dos Santos, afirmou que o executivo municipal acompanha o caso. “Ele é ‘filho da cidade’, a família falou que ele tinha se formado em medicina, prestigiamos, convidamos para trabalhar, mas, quando fomos checar o CRM dava o nome de uma mulher. Ontem ele estava escalado para trabalhar, aguardamos e conversamos com ele”, disse a autoridade.
 
Nas redes sociais, o jovem se apresenta como médico e mestrando em Saúde Pública. Em contato com ele, a reportagem foi informada que “houve um mal-entendido” e que tudo será esclarecido por seu advogado.

(*) G1 MS
 

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