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De adobe e taipa de sebe, o berço do Estado!

Assim é Miranda, tradição a céu aberto e traduz a saga de gerações que se sucederam no tempo!

Rosildo Barcellos
04/07/22 às 12h21

Miranda cantada em versos, Miranda contada em prosa, de façanhas sem fronteiras, de área portentosa, pelo desenvolvimento, pela hospitalidade, pelo exemplo sulino, pelas personalidades, a ti cidade sorriso, baluarte da nação, hei de honrar a tua flâmula, hei de amar o teu brasão, assim conta um trecho do Hino da cidade de Miranda, berço da história do Estado, possui um patrimônio histórico que remonta a Guerra da Tríplice Aliança, sendo palco de muitos acontecimentos que perenizam seus reflexos até os dias atuais. Fundada a partir da construção do Presídio Nossa Senhora do Carmo, do Rio Mondego, reduto construído pelo governador Caetano Pinto de Miranda, a mando do Capitão das Conquistas João Lemes do Prado, que desbravou os rios Mbotetei (Miranda) e Arariani (Aquidauana), encontrando as ruínas de Xerez, cidade fundada em 1579 e destruída pelos índios Guaicurus, e, que, na ocasião, tinha o objetivo de defender a região contra possíveis ataques dos (Castelhanos de Assunção). A 16 de julho de 1778, era chamada de Mondego, e em 1835, o local passou a se chamar Nossa Senhora do Carmo de Miranda e sua comarca encampou todo o Planalto do Amambai.

Em 1857, Francisco Rodrigues do Prado (irmão do fundador do presídio) consegue por meio de lei provincial transformar a localidade em vila com o nome de Miranda, sendo uma homenagem ao ex-governador que iniciou a construção do presídio. Entretanto, os homens de Francisco Izidoro Resquim, num total de cinco mil soldados, invadiram Mato Grosso, com uma coluna chegando até Miranda. A invasão se deu em 28 de dezembro de 1.864, por Bela Vista, tendo as tropas paraguaias chegando à vila de Miranda em 12 de janeiro de 1.865, causando destruição e se apropriando a maioria dos bovinos e equinos, existentes na Fazenda Imperial do Betione.

 Com seu povo batalhador que buscava o progresso, a cidade é reconstruída novamente. No primeiro censo nacional realizado 94 anos depois, Miranda era a cidade mais populosa do sul de Mato Grosso com 3.852 habitantes. Atualmente a cidade possui cerca de 27 mil habitantes. Comemora-se a sua data de emancipação político-administrativa, em 16 de julho. Nesta data também é celebrado o Dia de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade e nome da Igreja Matriz. Há na cidade ainda vários prédios históricos, como o antigo e o atual prédio da Prefeitura, da Usina Açucareira Santo Antônio, da Igreja Matriz e o da Estação Ferroviária, inaugurado em 1912 e que, em 2009, foi reformado e reinaugurado. O piscoso Rio Miranda, corta o município e representa um atrativo para turistas que procuram a região para pescar e descansar.

Para isso, há diversos hotéis, pousadas e hotéis fazenda. Além do turismo, a pecuária também movimenta a economia, com as mudanças em relação à Estrada de Ferro, tem considerável importância a BR-262, que faz a ligação Corumbá/Bolívia e a região Sudeste do Brasil. Existem também comunidades indígenas que buscam manter as tradições. Uma das grandes aldeias da região fica cerca de 17 quilômetros da entrada do município e tem o nome de Cachoerinha, com uma população estimada em 10 mil índios. A aldeia é composta por cinco outras comunidades menores, sendo elas a Mãe Terra, Babaçu, Argolinha, Morrinho e Lagoinha. O sustento da comunidade vem de duas grandes atividades, sendo elas a agricultura e a produção de peças em cerâmica. Assim é Miranda, tradição a céu aberto e traduz a saga de gerações que se sucederam no tempo!

 

*Articulista -Rosildo Barcellos

**Regionalismo: Adobe (tijolo cru) e taipa de sebe (pau a pique)

 

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