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De limpador de para-brisas a isolamento de células tronco: invenções feitas por mulheres que você provavelmente não conhece

Celebrado nesta terça-feira, 11 de fevereiro, o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, foi instituído em 22 de dezembro de 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Da redação - Hojemais Três Lagoas
11/02/25 às 09h39

Celebrado nesta terça-feira, 11 de fevereiro, o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, foi instituído em 22 de dezembro de 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, por meio da Resolução A/RES/70/212. A celebração tem como finalidade reconhecer o papel essencial que mulheres e meninas desempenham no avanço da ciência e da tecnologia.

De acordo com a Unesco, embora áreas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática (as chamadas STEM, na sigla em inglês) sejam amplamente reconhecidas como fundamentais para o desenvolvimento econômico dos países, a igualdade de gênero nesses campos ainda não foi alcançada em grande parte do mundo, independentemente do nível de desenvolvimento.

Mesmo diante desse cenário, ao longo da história diversas mulheres deixaram sua marca com invenções e descobertas que transformaram nosso cotidiano, tornando-o mais prático e versátil. Confira algumas dessas incríveis contribuições:

Imagem: TecMundo

Ada Lovelace – A Primeira programadora 

 Apaixonada pela matemática, a inglesa Ada Lovelace foi responsável, na década de 1840, pela criação dos primeiros algoritmos destinados a uma máquina de cálculos. Esse feito a consagrou como a primeira programadora da história.

Imagem: Ambiente Legal

Florence Parpart – A geladeira e inovações urbanas 

Em 1914, Florence Parpart inventou um dos eletrodomésticos mais essenciais para os lares modernos: a geladeira. Além disso, ela idealizou uma máquina de limpeza de ruas que se destacou por sua eficiência na época.

Anna Connelly – as Escadas de incêndio   

Pensando na segurança dos edifícios, Anna Connelly criou, em 1887, as escadas externas que hoje garantem uma evacuação rápida e segura em emergências, contribuindo para salvar inúmeras vidas.

Marie Curie – pioneira da radioatividade 

 A polonesa Marie Curie foi a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel de Física (1903) e, posteriormente, o de Química (1911). Seu trabalho na área da radioatividade possibilitou a invenção do raio-X, além da descoberta dos elementos rádio e polônio, fundamentais para a radioterapia. 

Imagem: Globo

Grace Hopper – revolucionando a programação  

Ingressando na Marinha dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, Grace Hopper se destacou no trabalho com o computador Mark 1. Em 1952, ela criou o primeiro compilador, que transformava comandos textuais em códigos de máquina, acelerando e revolucionando a programação de computadores. Além disso, foi ela quem popularizou o termo "debugging", após remover um inseto que causava falhas em seu equipamento. Conhecida como a “Incrível Grace”, ela se aposentou como a oficial mais idosa da Marinha, aos 79 anos.

Imagem: Revista Reparação Automotiva

Mary Anderson – o limpador de para-brisas   

Em uma visita a Nova York, em 1903, Mary Anderson observou que motoristas precisavam abrir as janelas para limpar o para-brisas, expondo os passageiros ao frio. Para solucionar o problema, ela patenteou uma lâmina de borracha acionada de dentro do carro. Embora a ideia não tenha agradado as montadoras da época, que temiam distrações ao volante, o invento acabou se tornando padrão nos veículos.

Marie Van Brittan Brown – sistema de segurança doméstico

Sentindo-se vulnerável em sua residência, a enfermeira Marie Van Brittan Brown, juntamente com seu marido, desenvolveu o primeiro sistema de segurança doméstico. O aparelho integrava uma câmera móvel, que registrava imagens por meio de um "olho mágico" na porta, e um monitor com alarme, oferecendo maior proteção ao lar.

Ann Tsukamoto – isolamento de células-tronco 

Em 1991, Ann Tsukamoto obteve a patente para o isolamento de células-tronco humanas, uma descoberta que tem contribuído significativamente para a compreensão do sistema sanguíneo em pacientes com câncer e para a esperança de futuras curas. Ela continua a desenvolver pesquisas nessa área e é cotitular de sete outras patentes.

Stephanie Kwolek – a Fibra Kevlar

A química Stephanie Kwolek criou a fibra Kevlar, um material leve e extraordinariamente resistente – aproximadamente cinco vezes mais forte que o aço – que revolucionou a produção de coletes à prova de balas e armaduras corporais. Desde sua descoberta, em 1965, o Kevlar tem sido amplamente utilizado em diversos produtos, de luvas a componentes de celulares, aviões e até pontes suspensas, salvando incontáveis vidas.

Esses exemplos ilustram a importância das contribuições femininas na ciência e na tecnologia, ressaltando como essas inovações impactaram e continuam a transformar nossa vida diária. O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência nos lembra da necessidade de fomentar a igualdade de gênero no campo STEM e de inspirar as futuras gerações a explorarem e inovarem sem barreiras.

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