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Em luta contra câncer há 3 anos, sargento do PM tem medicamento negado por plano de saúde

Após a progressão da doença no último mês, ele precisa de um remédio bloqueador, que foi negado pelo plano de saúde

Thais Dias - Hojemais Três Lagoas
18/06/20 às 07h00
Em nota, o plano de saúde Cassemes alegou que o medicamento solicitado é 'off label', (Foto: Reprodução)

Ricardo Fernando Nascimento Fonseca, de 36 anos, segundo sargento no Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque) de Campo Grande, foi diagnosticado com câncer de mama há 3 anos. E após a progressão da doença no último mês, ele agora enfrenta outra saga, agora para a liberação do tratamento pelo plano de saúde.

Segundo o policial, o serviço de saúde chegou a enviar um e-mail para o médico alegando que o pedido de tratamento havia sido negado pelo fato do bloqueador ser um remédio utilizado, principalmente, no início do tratamento. Junto do oncologista, o paciente Ricardo decidiu que iria entrar com o pedido do bloqueador por meio judicial e que somente iria solicitar ao plano o tratamento de quimioterapia. Porém, a medicação segue em análise há 8 dias.


“Por se tratar de doença grave, é imprescindível que eu retome o tratamento o quanto antes. No dia 12 de junho tive um mal súbito e precisei ser internado no CTI do hospital El Kadri, justamente por estar há muito tempo sem tomar a medicação quimioterápica. Sem contar que eu sinto muitas dores, principalmente de cabeça”, disse o sargento.


Em nota, o plano de saúde Cassemes alegou que o medicamento solicitado é 'off label', ou seja, sem indicação para o tratamento e sem validação mediante os órgãos de controle, inclusive a Anvisa. Entretanto que existem outras opções de tratamento disponibilizadas pelo plano.

Veja na íntegra a nota da Cassems sobre o assunto:


Quanto ao paciente R F N F, esclarecemos que o mesmo possui histórico de acompanhamento pela Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems) e foi solicitada a substituição do medicamento, contudo pelas evidências médicas a medicação é off label, ou seja, sem indicação para o tratamento e sem validação mediante os órgãos de controle, inclusive a Anvisa.
Entretanto, existem outras opções de tratamentos que possuem indicações para o caso, com cobertura assistencial garantida pelo Rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS e disponibilizada pelo plano da CASSEMS
O sargento afirmou que sua advogada já deu entrada com o pedido judicial de urgência e aguarda uma resposta até o fim da semana.

(*) G1 

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