O Grupo Petrópolis, que atua no segmento de bebidas e tem previsão de instalar uma unidade cervejeira em Três Lagoas, foi alvo da operação Lava Jato esta semana e as investigações apontam que a empresa funcionava como banco de propina da Odebrech.
Na última quarta-feira (31) foi deflagrada a 62ª fase da operação e a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca na cidade de Cassilândia, distante 227 km de Três Lagoas, local onde existe uma distribuidora do Grupo Petrópolis.
Conforme procurador Felipe D’Elia Camargo, do MPF (Ministério Público Federal) no Paraná, o Grupo estaria envolvido em um grandioso esquema de lavagem de dinheiro que envolveu R$ 208 milhões de pagamento em espécie e ao menos R$ 121 milhões em doação eleitoral não contabilizada. Em tese, a Odebrecht não queria ser identificada como a doadora.
O controlador do Grupo Petrópolis, Walter Faria, teve a prisão preventiva decretada pela 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, mas não foi encontrado em casa nem nas empresas.
Além das doações de campanhas, a Lava Jato aponta que contas bancárias no exterior, controladas por Faria, foram utilizadas para o pagamento de propina no caso dos navios-sonda Petrobras.
A equipe de reportagem do Hojemais entrou em contato com a Prefeitura de Três Lagoa e de acordo com o secretário de desenvolvimento econômico, José Aparecido de Moraes, até o momento não houve nenhuma sinalização por parte da empresa de que as negociações de implantação de uma unidade fabril em Três Lagoas tenha sofrido alterações.
*Com informações do jornal Campo Grande News