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Exemplo de empreendedorismo

Mario Gazin, em entrevista exclusiva ao Hojemais destaca o segredo do sucesso

Thais Dias  - Hojemais Três Lagoas
03/06/22 às 09h57
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Empreender é uma das coisas mais difíceis, ainda mais em tempos de pandemia e crise econômica onde o poder de compra do brasileiro vem caindo a cada ano. Porém na contramão das estatísticas o fundador da rede de varejo Gazin, Mario Gazin, dá a “receita” para o sucesso. Com mais de 300 lojas em dez estados, como Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre, além de 5 indústrias de colchões e estofados, 1 indústria de molas e 13 centros de distribuição de mercadorias. O grupo tem cerca de 9.500 funcionários e faturou R$ 5,991 bilhões em 2020.

Na última quinta-feira, 2, o CEO esteve nos estúdios do Hojecast e em entrevista ao radialista, Fabiano Xavier, afirmou “Podemos sempre ouvir um pouco mais, aprender e tomar algumas decisões, até eu que vivo lendo e estudando às vezes me enrosco em coisas e penso: Poxa porque eu não aprendi isso, porque não coloquei isso em prática?”

Mario Gazin, confessou que tem um livro que lê a mais de 25 anos e o carrega como uma bíblia, pois nunca acaba sua leitura, ele lê algumas páginas, coloca a lição em prática e prossegue. O livro se chama “Devagarzinho”, e tem sido seu leal escudeiro nas decisões. 

Apesar de ter 5 industrias de colchões o empreendedor assume que nunca criou nenhum “Esses dias eu até trouxe um colchão dos EUA no avião, porque eu precisava saber como se fazia aquele produto, eu sempre falo que nunca criei nenhum colchão eu apenas copio o conforto, porque é disso que precisamos”. 

“Podemos sempre ouvir um pouco mais, aprender e tomar algumas decisões"

ENTRE O SUCESSO HÁ AS DORES 

O case de sucesso das lojas Gazin, começou com Mario realizando entregas de carroça, pois na década de 80 os postos de gasolina fechavam às 20h na sexta-feira e só reabriam na segunda-feira, “O Brasil não tinha dinheiro para comprar petróleo, se eu vendesse algo no final de semana eu tinha que realizar a entrega na carroça, as coisas eram muito difíceis, às vezes eu tinha dinheiro, mas não tinha mercadoria, às vezes a situação era o contrário, não havia financiamento”.

Sempre com uma visão empreendedora, Gazin relembra que em um dos seus empregos seu patrão comprou 18 kg de fumo e como na época não existia embalagem para manter o produto sempre úmido, o fumo secou antes que o vendesse, muito sagaz o jovem pediu para que seu patrão comprasse melado de cana e ele ainda um menino de 13 anos misturou o melado ao fumo e conseguiram vender todo o produto, como compensação ele ganhou um relógio.

“Quando me perguntam se eu tenho medo de quebrar meu negócio eu respondo que se um dia eu quebrar e me sobrar R$2 mil reais, eu não iria trabalhar de empregado para ninguém, pois o que nunca me faltou foi coragem, é isso que precisamos: coragem”. 

"Se um dia eu quebrar e me sobrar R$ 2 mil reais, eu não iria trabalhar de empregado para ninguém, pois o que nunca me faltou foi coragem, é isso que precisamos: Coragem”. 

O SEGREDO ESTÁ NOS LIVROS 

Já dizem os filósofos o tempo é uma dádiva, um dos maiores mestres que existem. Questionado sobre como aproveitar bem, Mario respondeu sem titubear: Estudando. 

“O maior erro do Brasil está no aprendizado, somos um país muito educado. O dia que alguém reclamar que a escola é cara é porque ele não sabe o preço da ignorância. Quando me perguntam, eu sou analfabeto eu fui a faculdade como ouvinte, tirava nota como todas as pessoas, eu chorei quando tirei uma nota 72 eu não aceitava menos de 90, eu fui a escola para aprender eu tinha que aprender.

Tem dias que o professor não será 100% e nesta hora você deve ser 120% você tem que ser melhor que a falha do professor naquele dia”. 

OS SEGREDOS DA VIDA 

Mario Gazin, relembrou sua passagem trabalhando em um asilo “Uma das maiores lições de vida foi quando eu estava realizando um trabalho voluntário em um asilo e lá estava um dos homens na época mais ricos do país, eu estava trabalhando na cozinha e ele elogiou minha comida e disse que no outro dia levaria um bacalhau para que eu preparasse, eu questionei o porque ele teria tanto dinheiro porque não daria o dinheiro e iria para casa descansar, ele me respondeu que dinheiro ele tinha muito o que ele não tinha era tempo e nós devemos dar ao outro o que não temos”. 

Gazin afirma que levou isso para a vida e usa uma parte de seu dinheiro para formar pessoas que ele nota que terá um belo futuro. “Hoje eu pago a faculdade de 14 pessoas, entre elas médicos e padres, como não tive estudo devemos doar o que não temos”. 

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