Especialistas alertam a população de Mato Grosso do Sul a redobrar os cuidados para evitar o chamado “golpe do falso emprego”. As vagas são publicadas em redes sociais e até por mensagem.
De acordo com os especialistas e a polícia, o modo de operação das quadrilhas é semelhante e passa pelas seguintes etapas:
Anunciavam as vagas nas redes sociais, em maior parte no WhatsApp;
As vítimas procuravam pelo emprego e preenchiam um formulário com dados pessoais;
Após, golpistas chamavam as vítimas no WhatsApp e iniciam o "processo seletivo";
As vítimas enviavam currículo e aguardavam respostas dos suspeitos;
Depois, os suspeitos encaminhavam os desempregados para um falso exame admissional;
O exame era pago via PIX pelas próprias vítimas;
Chegando na empresa para realizar o exame, as vítimas descobriam o golpe, já que no local combinado não há nenhum consultório.
Especialistas fazem alerta
Para a consultora de Recursos Humanos Milena Mendonça, se a empresa está em processo para recrutar um novo colaborador, o empreendimento não deve oferecer condições ou que a pessoa faça pagamento de alguma taxa.
“Se a pessoa se apresenta como uma recrutadora, te oferece um emprego com alguma condição - que você faça uma venda antes de ser contratado, que você pague para fazer um curso ou até para passar por uma avaliação psicológica -, desconfie! Empresas sérias jamais fazem isso”.
O advogado e especialista em segurança digital, Rafael Chaia, é categórico ao dar dicas para que a população não caia em crimes na internet. "Nunca compartilhe os seus dados ou qualquer informação sensível que você receba no seu telefone com terceiros sem averiguar a origem dessas mensagens. Ninguém pede dinheiro para de dar uma vaga de emprego".
Emílio Simioni atua como executivo em uma empresa de segurança digital e vê que o golpe com desempregados é cruel. “O golpe que envolve vagas de emprego visa pessoas que já estão em situações vulneráveis, causa um prejuízo ainda maior para aquelas pessoas, normalmente financeiro“.
A Polícia Civil pede para que as pessoas redobrem os cuidados com os golpes nas redes sociais. Caso tenha suspeita, a denúncia deve ser feita. Em Mato Grosso do Sul, boletins de ocorrência podem ser feitos de forma on-line.
(*) G1.MS
