Você tem dúvidas sobre fisioterapia, reabilitação e diagnóstico?
No programa da TV Web, Viver Mais, o fisioterapeuta dr. Gustavo Martins, da Med Sport, orientou sobre o tema.
Viver Mais – Qual a importância do diagnóstico fisioterápico?
Dr. Gustavo Martins – O Diagnóstico é muito importante, pois em toda patologia o médico dá um diagnóstico, e através desse diagnóstico nós fisioterapeutas ficamos responsáveis pelo diagnóstico disfuncional da patologia.
Como por exemplo um paciente com parkinson, na tríade do parkinson o paciente tem tremor, bradicinesia (que é a lentidão de movimento) e a marcha em festinação.
Então o fisioterapeuta tem que diagnosticas o grupo muscular que acometeu esses sintomas, pois esse grupo muscular está hipertônico e rígido.
Se nós fisioterapeutas não trabalharmos diretamente onde o músculo está rígido o paciente vai permanecer com esse diagnóstico disfuncional, que pode levar a perda dos movimentos.
Desta forma o diagnóstico do fisioterapeuta é fundamental para traçar o objetivo geral e específico.
O específico é o objetivo do momento, que o paciente está mais necessitado a curto prazo; e o geral é a programação de 3 ou 4 meses, a onde se quer chegar. Melhorando sempre a qualidade de vida.
Viver Mais – O que é e qual a importância da reabilitação cardiopulmonar?
Dr. Gustavo Martins – A maioria dos pacientes que tem acometido coração e pulmão já levam nome de sedentários. Então, para ele conseguir qualidade de vida o paciente vai sobrecarregar esses dois órgãos que são vitais.
Desta forma esses pacientes sedentário terão um pico de pressão alta, uma troca gasosa do pulmão prejudicada e o coração vai bater mais. Hoje, a gente pega esses pacientes com problemas pulmonares ou cardíaco e trabalha com eles para tentar resgatar a mitocôndria.
A mitocôndria é uma célula muscular que é presente na periferia dos músculos, e é ela quem capita o oxigénio. Se o profissional de fisioterapia conseguir implantar nesse paciente um número maior de mitocôndrias o coração dele vai bater menos vezes, a pressão arterial dele irá diminuir e o pulmão terá uma boa troca gasosa.
É essencial que esses pacientes, que são portadores de cardiopatias, procurem um centro de fisioterapia para fazer essa reabilitação. Pois só o remédio não funciona.
Viver Mais – O Tratamento fisioterapêutico pode resolver problemas em grupos musculares comprometidos devido a um AVC?
Dr. Gustavo Martins – Sim, muito. A fisioterapia deve ser feita nas primeiras horas que acometeu o Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Após o diagnóstico clínico desse AVC, que é o popular Derrame, o fisioterapeuta deve atuar imediatamente para não deixar que essa musculatura enrijeça e esse paciente instale o padrão da doença: por exemplo as mãos que fecham, o pé fica para dentro, não consegue esticar o braço, etc.
Com isso, se não tratar com fisioterapia imediatamente, a qualidade de vida desse paciente pode ficar comprometida, pois ele não irá conseguir fazer o que fazia antes, como se vestir e comer sozinho.
Nesses casos fazemos a avalição fisioterápica de acordo com essas escalas, de atividades diárias, que chamamos de Escala de Barthel.
Se o paciente que sofreu um AVC não tratar rapidamente ele terá uma qualidade de vida muito ruim, pois a Escala de Barthel dele será muito baixa, dificultando a qualidade de vida dele até dos familiares, pois esse paciente pode se tornar totalmente dependente.