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“Gatos” na rede elétrica aumentam, em 2019 já são 381 ocorrências

Após constatado o crime, o indivíduo ainda pode ser preso ou receber uma multa, a qual é determinada de acordo com o período e o volume de energia subtraída.

Julia Rafaela - Hojemais Três Lagoas
28/09/19 às 13h15
Imagem reprodução

Não é novidade para ninguém que os famosos “gatos” na rede de energia elétrica é uma prática considerada crime previsto pelo artigo 155 do código penal, com pena de multa e cadeia. Existem dois tipos de furto, aquele que é realizado através de alterações no medidor de energia elétrica, seja o aparelho digital ou analógico e aquele que é feito a partir de ligações clandestinas realizadas diretamente no sistema elétrico de potência que, devido a não utilização dos equipamentos adequados para as ligações elétricas, são ainda mais perigosas.

De acordo com empresa, empresa responsável pelo fornecimento de energia no município, a Elektro, de janeiro a agosto de 2018 foram identificados 285 fraudes nas redes de energia e em 2019 nesse mesmo período os número são maiores ainda, com 381 ocorrências registradas, dados estes referentes ao município de Três Lagoas. 

“As fraudes são desde as mais simples como ligações diretas na rede elétrica, como as mais elaboradas com dispositivo eletrônico instalados nos equipamentos de medição. Não há modificações que não se constate, temos equipes treinadas e equipamentos que ajudam na identificação de irregularidades” – afirmou a assessoria de imprensa da Elektro. 

Após constatado o crime, o indivíduo ainda pode ser preso ou receber uma multa, a qual é determinada de acordo com o período e o volume de energia subtraída. No entanto a empresa segue diretrizes do órgão regulador, a ANEEL, que aborda o cálculo baseado em regras. 

Além disso, a prática pode gerar sérios prejuízos, afinal quem faz ligações clandestinas corre o risco de sofrer acidentes graves, muitas vezes fatais, pois envolve a manipulação de circuitos energizados. 

Há também o risco de causar um curto-circuito que atinja a rede, podendo provocar o desligamento e a queima de equipamentos e eletrodomésticos da residência e da vizinhança.

A reportagem tentou contato com a Sanesul, empresa responsável pelo fornecimento de água da cidade, a fim de colher os mesmos dados, no entanto não tivemos retorno.  

 

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