Em Três Lagoas, o olhar de Ana Clara da Silva Laranjeira, de 21 anos, não passa despercebido. Seus olhos, de um verde vibrante, escondem um detalhe que fascina e intriga a quem o percebe: uma mancha castanha em um deles. É a heterocromia setorial, uma condição rara que a acompanha desde o nascimento e que, para ela, tornou-se uma verdadeira marca de beleza e singularidade.
Ana Clara conta que a diferença na coloração de seus olhos foi notada pela família ainda na maternidade. No entanto, foi durante uma consulta oftalmológica na infância que ela realmente entendeu o que era. "O médico explicou que eu tinha heterocromia setorial. Meus dois olhos são verdes, mas um deles tem uma mancha castanha, o que cria esse efeito de dois tons diferentes", revela.
A reação das pessoas, invariavelmente, é de surpresa e curiosidade. "Muitas acham que é lente de contato ou efeito de edição nas fotos", diverte-se. É tão marcante que os amigos adoram "entregar" seu segredo, especialmente em festas. "É normal alguém ligar o flash só pra ver de perto", conta, rindo. A brincadeira mais inusitada, e que já virou piada interna, é quando dizem que ela tem "heterofobia nos olhos".
