Os dados do Censo 2022, divulgados nesta terça-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram um retrato curioso, e em alguns casos, polêmico, da diversidade de nomes no Brasil. De acordo com o levantamento, 4.309 nomes são usados por apenas 20 pessoas em todo o território nacional.
Entre os mais exóticos estão Beck, Fanessa, Ie e até Aegon — nome de vários reis Targaryen na série Game of Thrones.
A pesquisa faz parte da segunda edição do levantamento de nomes realizada pelo Censo Demográfico 2022, disponível na plataforma Nomes do Brasil. O site permite pesquisar nomes por gênero, período de nascimento e letra inicial, além de apresentar as variações regionais e de frequência.
De acordo com o IBGE, a lista pública contempla apenas os 20 nomes próprios mais frequentes em cada grupo. Nomes com menos registros estão em sigilo estatístico para preservar a identidade dos cidadãos. A consulta completa pode ser feita diretamente no site oficial do IBGE (www.ibge.gov.br).
O levantamento também mostra que há brasileiros com nomes historicamente controversos.
Segundo os dados do IBGE, 168 pessoas no Brasil se chamam Hitler, o mesmo nome do ditador nazista responsável pela morte de cerca de 6 milhões de judeus e outras minorias durante o Holocausto.
Há ainda 47 pessoas chamadas Herodes, o rei romano da Judeia que, segundo registros históricos, mandou assassinar membros da própria família e centenas de rabinos. No campo político, 2.452 brasileiros têm o sobrenome Lula, enquanto 241 utilizam o sobrenome Bolsonaro.
A cultura pop e o esporte também influenciam os registros civis. O levantamento mostra que o Brasil tem 2.811 Rihannas, 393 Shakiras e 36 Madonnas. Nos gramados, o país tem mais Maradonas (128) do que Pelés (75).
Já Messis são 363, e Neymars, 2.443, número que reflete a popularidade do craque brasileiro.
Esses dados fazem parte da segunda edição do levantamento de nomes mais frequentes do país, atualizada com base no Censo Demográfico 2022. A versão anterior havia sido lançada em 2016, com informações do Censo 2010.
O IBGE destacou alguns dos nomes mais incomuns entre os mais de 124 mil registros analisados. Confira a seleção:
- Abao, Abahy, Aegon, Agassiz, Agha, Beck, Bing, Cea, Dadia, Danik, Ediuso, Fanessa, Guri, Habacuc, Ie, Protassio, Rays, Uberlinda, Xanderson, Xuane e Yakoov.
