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Projeção indica 1.494 novos casos de câncer na Costa Leste em 2026

Em Mato Grosso do Sul, a estimativa é de 11.490 novos casos da doença, sendo 6.300 entre homens e 5.190 entre mulheres.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
19/06/26 às 08h27
O câncer de próstata aparece como o mais frequente ( Reprodução)

A região da Costa Leste de Mato Grosso do Sul, com população estimada em 359.537 mil habitantes, apresenta um panorama preocupante em relação à incidência de câncer para o ano de 2026, acompanhando a tendência observada em todo o Estado. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de saúde.

Em Mato Grosso do Sul, a estimativa é de 11.490 novos casos da doença, sendo 6.300 entre homens e 5.190 entre mulheres. Na Costa Leste, os números também chamam atenção, especialmente pela concentração de tipos específicos de neoplasias.

Entre as mulheres da região, o câncer de mama lidera as ocorrências, com previsão de 121 novos casos e taxa bruta de incidência de 62,27 por 100 mil habitantes. Entre os homens, o câncer de próstata aparece como o mais frequente, com 182 casos estimados e taxa de 93,79.

Considerando todas as neoplasias, exceto o câncer de pele não melanoma, a Costa Leste deverá registrar 458 casos entre homens e 424 entre mulheres. Em toda região, todas as neoplasias esse número alcança 819 casos no público masculino e 675 no feminino, totalizando, 1.494 evidenciando a dimensão do problema em nível estadual.

O câncer de pele não melanoma também apresenta alta incidência. Na Costa Leste, são estimados 321 casos em homens e 251 em mulheres, refletindo um padrão que se repete no restante do Estado.

Entre os homens da região, após o câncer de próstata, destacam-se os tumores de cólon e reto, com 53 casos, seguidos pelos cânceres de traqueia, brônquios e pulmão, com 35 registros. Outros tipos somam 65 casos.

Já entre as mulheres, os cânceres de cólon e reto e de outras localizações aparecem com 48 casos cada. Na sequência, surgem o câncer do colo do útero, com 44 ocorrências, e os tumores de traqueia, brônquios e pulmão, com 27 casos estimados.

 

O cenário, tanto regional quanto estadual, reforça a importância de estratégias contínuas de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce, além da ampliação do acesso ao tratamento oncológico, especialmente em regiões com crescimento populacional e demanda crescente por serviços de saúde.

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