O Instituto Nacional de Cardiologia (INC), do Ministério da Saúde, apontou um aumento alarmante das internações por infarto do miocárdio nas últimas décadas: 158,31% em todo o Brasil. Mato Grosso do Sul, no entanto, supera a média nacional.
De acordo com o Sistema de Internação Hospitalar do Datasus, do Ministério da Saúde, o número de internações dos pacientes que necessitaram do Sistema Único de Saúde para tratamento acima de 219% entre homens e mulheres, com 240% entre elas. Em 2022, 858 mulheres foram internadas em Mato Grosso do Sul, ao passo que em 2008 foram 252 internações.
Prevenção
As doenças cardiovasculares, de forma geral, são silenciosas, portanto, avaliações periódicas são fundamentais. Se há histórico de doenças cardiovasculares, diabetes e colesterol alto entre os pais, a aferição de pressão, colesterol e glicose sistemática é recomendável pelo menos a partir dos 18 anos.
Nos demais casos, a partir dos 35 é importante uma avaliação geral, especialmente quando for iniciar atividades físicas, recomenda o cardiologista. Nestas avaliações, são feitos exames clínicos, aferição da pressão, eletrocardiograma e, se necessário, serão solicitados exames mais acurados para avaliação cardiovascular do paciente, como teste de esforço, ecocardiograma e ultrassom.
Em pacientes que já começaram a desenvolver doença cardíaca, os sintomas mais comuns são falta de ar aos esforços ou ao se deitar; palpitações; tonturas; dor no peito após fazer atividades físicas; ou depois de se alimentar ou depois de passar por um estresse emocional.
