Bullying no massacre de Suzano
Para a psicóloga, é preciso analisar o que está por traz da tragédia, com o intuito de prevenir que casos parecidos voltem a acontecer em nosso país.
As primeiras informações seriam de que os atiradores de 17 e 25 anos, eram vítimas de Bullying o que teria sido o gatilho para o ataque.
Anatielle, explicou que o Bullying é um tipo de violência, são ações agressivas e intencionais que acontecem repetidamente. Elas podem ser verbais ou físicas, os ataques são realizados em diversos ambientes, e são mais comuns em escolas.
O Bullying é um fator de risco para a saúde mental do agredido, podendo acarretar em estresse, queda na autoestima, depressão, ansiedade, fobia social e até mesmo em surtos.
Os pais, amigos, professores e todos os que convivem com crianças e adolescentes devem ficar atentos em alguns sinais, que podem identificar que seu ente querido está passando por dificuldades emocionais, pode estar sendo vítima de bullying e precisa de ajuda. São eles:
- Mudança de comportamento;
- Queda no rendimento acadêmico;
- Dificuldade de concentração;
- Isolamento, busca excessiva por tecnologias como um recurso de “fuga”;
- Comportamento agitado, apático ou agressivo;
- Tristeza/ desânimo, perda de interesse pelo que gostava;
- Quer faltar ou trocar de escola;
- Medos excessivos.
Intervenções
Em caso de detectar algum sinal a família deve conversar com a vítima, buscar auxiliar na resolução do problema e caso verifique que as ações não estão surtindo efeito, é importante recorrer a ajuda de um psicólogo, para que o profissional interceda no caso.
As escolas também podem auxiliar no processo, realizando palestras de prevenção, capacitando professores e funcionários para diagnosticar se casos de bullying estão acontecendo na instituição e a qualquer sinal deste tipo de violência iniciar imediatamente grupos de reflexão, conversas com os envolvidos, além de comunicar os pais das vítimas e dos agressores.
Anatielli ainda pontuou que é muito importante a ajuda dos adultos neste processo, pois a maioria das crianças tem dificuldade em diferenciar uma brincadeira de uma agressão psicológica.
