AO VIVO
Geral

Luana Francis faz safari na África e registra viagem

As fotos feitas pela fotógrafa de Três Lagoas, serão expostas e vendidas. O dinheiro arrecadado será doado ao orfanato Ikunda, na Tanzania, um dos países mais pobres do mundo

Hojemais Três Lagoas - Guta Rufino
12/08/21 às 09h36

A fotógrafa três-lagoense Luana Francis, 37, relizou o sonho de fazer um safari na África. No mês passado ela viajou para a Tanzânia, um dos países mais pobres do mundo, mas rico em sua natureza e cultura. Ela visitou o orfanato Ikunda, que será a instituição contemplada com o dinheiro que vai ser arrecadado em uma exposição fotográfica de registros feitos por ela no safari e em visita a comunidade do local.

Luana foi incentivada a fazer a viagem, por uma amiga que já tinha realizado um projeto social na África, . Ela também conta que depois de assitir "O menino que descobriu o vento" - filme disponível no catálogo do Netflix -, ela teve ainda mais certeza que a viagem à África era um de seus maiores sonhos. Seria uma de suas missões de vida, conhecer a cultura e ajudar de alguma maneira à comunidade carente do local. "Juntei a minha vontade de ajudar e a vontade que meu irmão estava de fazer o safari e juntos realizamos esse sonho", contou a fotógrafa.

O irmão de Luana é o médico Rodrigo Okamoto, 41. "Ele é a razão e eu a emoção. Ele planejou tudo e possibilitou que realizássemos esse sonho", explicou Luana, que além da visita ao local, também levou doações às crianças do orfanao Ikunda.

Luana Francis

Foram 13 dias na África. Além do safari e de conhecer a cultura e comunidade local, eles também foram a 2 orfanatos. Um deles com 70 crianças, e o outro com 30. Eles levaram doações roupas, sapatos, chocolates e materiais escolares, arrecadados e custeados por Luana, seu irmão e amigos que preferiram não se identificar. 

O orfanato Ikunda abriga 30 crianças. Ele será a instituações que será contemplada com o dinheiro arrecadado com a venda de quadros e fotografias feitas por Luana durante sua expedição pela Tanzania, na África.

Sobre o safari, Luana falou do que adquiriu com a experiência. "Aprendi sobre ter paciencia, sobre saber esperar, nunca achei que o Safari me ensinaria isso. Fou uma lição de vida. Eu esperei por um hora para conseguir uma foto que eu queria de um leão, tive que esperar ele levantar no tempo dele. Foi a força da natureza me ensinando".

Luana comentou também sobre a imensidão de sentimentos ao ter contato com a cultura do povo da Tanzania. "Fomos recebidos com tantos sorrisos que é impossivel se deixar levar pela tristeza que existe na realidade social deles. Aprendi muito sobre gratidão, simplicidade e humildade. A gente conheceu uma realidade que nem de perto eu poderia imaginar, nosssa visão ocidental de mundo nos priva de ver quão imenso é esse planeta e quão diferente ele é desde a humanidade até a natureza; o quanto essas diferenças são lindas, o quanto elas nos ensinam o quanto somos pequenos diante desse imenso planeta; o quanto precisamos respeitar e admirar o outro; o quanto de amor que há na simplicidade, e que a gente não precisa de muito pra ser feliz" concluiu. 

Eles também aproveitaram para finalizar um curso de mergulho em Zanzibar e conheceram o local onde funcionou o maior mercado de escravos que já existiu no mundo. "Foi um grande choque cultural, mas eu me sinto mais forte agora. Sinto que posso unir meus grandes amores: fotografia, ser humano e a natureza, e fazer disso tudo algo maior, ajudar seres humanos que estão em dificuldade", pontuou.

O que impressionou os turistas também foi a forma como funciona a lei trabalhista na Tanzania. "Durante a pandemia não está tendo emprego. Os funcionários do hotel onde ficamos hospedados trabalham em troco de comida e gorgeta, e ainda assim nos atendem com sorriso e brilho nos olhos. Chorei, triste, mas grata".

Ela e o irmão pretendem voltar ao país e visitar o orfanato que estão ajudando e dar início a outros projetos sociais que contemplem também outras instituições carentes do local.

GASTROART - Edição: IKUNDA

A série fotográfica ficará exposta na Elzinha e o Garfo, a edição do projeto Gastroarte será intitulada de Ikunda. Essa é a segunda edição do evento, a primeira se chamou Despertar e a verba foi destinada ao projeto Mei Mei (A Candeia), de Três Lagoas.

Depois da exposição, as fotos ficarão disponíveis na internet, a venda em todo Brasil. As fotos serão vendidas em 3 tamanhos (pequenas, médias e grandes (quadros), e terá valores acessíveis a partir de R$ 50, para que mais pessoas possam colaborar com o projeto.

Os interessados em saber mais sobre os registros fotográficos feitos durante a expedição e também sobre a exposição dos quadros e fotos, podem acompanhar as publicações e mais informações nos seguintes perfis do Instagram:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WESLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.