Uma mulher de 39 anos, deficiente auditiva, foi a primeira vítima a denunciar a irmã e o cunhado, em Campo Grande, após a divulgação da campanha Sinal Vermelho, de combate à violência doméstica, lançada no dia 10 de junho, em todo o Brasil.
Mantido em suposto cárcere, a mulher aproveitou a oportunidade para acabar com o sofrimento ocorrido há um ano, conforme a denúncia. Ela também explicou que veio para a cidade, acompanhada do filho de três anos, para cuidar do pai doente. Desde então, ela disse que foi "escravizada pela irmã e presa dentro da casa, sem permissão nem para ir ao médico, já que possuía quadro depressivo", sendo ainda responsável por todo serviço doméstico.
Na ocasião, ela diz que viu a campanha nas redes sociais e "esperou a oportunidade de ficar sozinha em seu quarto, quando desenhou um x vermelho na mão, fotografou e enviou a imagem por aplicativo de conversa para familiares em Aquidauana, município onde mora uma filha casada.
Ao receber a mensagem, a filha pediu ajuda de uma vizinha e a Polícia Militar (PM) foi acionada. Houve apoio da sargento do 1°Batalhão, Gizele Guedes Viana, que foi ao endereço e fez o resgate. Muito emocionada, ela diz que bastar "olhar nos olhos da vítima" para entender o que estava acontecendo.
Como possui um familiar também deficiente auditivo, ela entende a linguagem de sinais e conseguiu conversar com a vítima. A mulher foi levada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e, em seguida, para Aquidauana, com a filha pequena.
(*) G1