Vítimas de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, todos os dias mulheres são violentadas por aqueles em quem confiaram e que em, algum momento, decidiram ser a pessoa com quem dividiriam a vida.
Em Três Lagoas cerca de 100 mulheres procuram a delegacia, todos os meses, para denunciar casos de violência doméstica.
Apenas em janeiro, 68 medidas protetivas foram concedidas pelo poder judiciário. Diante destes índices alarmantes, a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinted), Maria Laura, decidiu iniciar um movimento e, durante o mês de março – em que se comemora o dia internacional da mulher - realiza ações de conscientização.
Maria Laura contou ao Hojemais que 80% dos membros do sindicato são mulheres e, como trabalhadores de educação, é muito importante que a classe realize trabalhos de conscientização. Por isso, neste sábado, dia 2 de março, convocam mulheres e homens - todos aqueles que tiverem respeito pelo ser humano - que participem da Marcha pelas Mulheres, a partir das 8h; o ponto de encontro será na Praça Ramez Tebet.
Para a diretora do Sinted, as mulheres não querem ocupar o espaço do homem - querem conquistar o seu próprio lugar e serem respeitadas.
A mobilização está tendo aceitação de muitos homens da cidade. O professor e diretor do Departamento de Educação, Petrônio Alves Corrêa Filho, diz que "como brasileiros e seres humanos, não podemos deixar uma situação desse tipo ocorrer.
Temos que ir para as ruas e protestar. De uns tempos para cá o machismo, a homofobia e o racismo estão crescendo. Existe um retrocesso na forma de ver o mundo", conclui.
Dados
O tema é de grande relevância no Brasil, que um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública estima que mais de 16 milhões de mulheres, cerca de 27,35% das brasileiras, sofreram algum tipo de violência em 2018.
