Há 10 anos, a pastora Ângela Maria de Freitas Rodrigues foi diagnosticada com problemas renais e descobriu que precisaria de um transplante – pois, seus rins tinham uma porcentagem de apenas 25% de seu funcionamento.
“Eu dei entrada no hospital para tratar um problema de coração e, durante esse tratamento eu fiquei muito mal; eu estava inchada e meu médico, então, desconfiou da probabilidade de outros problemas de saúde” – contou a pastora.
O que Ângela não sabia é que, a partir daquele dia, sua vida teria um novo destino, com uma nova história de luta e persistência, onde a fé, o amor e a generosidade falariam mais alto.
“Há 34 anos, Deus colocou uma joia preciosa nas minhas mãos; a pastora Ângela! Minha esposa. Nós nos casamos e, durante esse tempo, passamos por muitas dificuldades, muitas lutas e batalhas; mas, nunca perdemos a fé de que Deus poderia fazer um milagre em nossa vidas” – disse o esposo, Adnaldo Rodrigues.
Durante toda a entrevista ao Hojemais, o casal três-lagoense - pais de três meninas e avós de duas crianças - deixaram nítido o amor, o carinho e o respeito que nutrem, um pelo outro. A sensação de porto seguro estava presente no olhar, no toque, no abraço e no simples falar de Ângela e Adnaldo.
Logo após o diagnóstico, os testes de compatibilidade entre familiares se iniciaram; mas, para a tristeza de Freitas, ninguém da família poderia ser o doador; os irmãos apresentavam problemas de pressão e as filhas, na época, ainda eram muito pequenas para realizarem o procedimento.
“Eu perguntei para o meu médico se ele não poderia ser o meu doador; mas, ele pediu para que eu esquecesse a ideia, pois meu esposo não era da família e ele não tinha nada a ver comigo. Eu fiquei quieta, no meu coração” – relembra a pastora.
A opção foi ir para as filas de transplante e aguardar uma nova chance do recomeço.
“Eu precisei ir para São Paulo, para realizar alguns exames e, quando cheguei lá, insisti novamente sobre a possibilidade de Adnaldo ser o meu doador; mas, ninguém acreditava que poderia dar certo. Ainda assim, permitiram que ele fizesse os exames e, após 25 dias, o resultado chegou com 100% de compatibilidade” – disse emocionada.
Ângela havia começado a hemodiálise no dia 22 de setembro de 2014 e, um ano depois, na mesma data, ela realizou o transplante. O renascimento marcou a vida familiar e deixou o casal ainda mais próximo.
“Eu dormia com meu milagre e não sabia; eu tinha a promessa na minha casa e não sabia... Vocês que têm alguma dificuldade ou algum problema, saibam que Deus pode fazer um milagre; às vezes, a porta que você precisa está ao seu lado” – finalizou a pastora.