Mato Grosso do Sul tem se destacado como referência nacional em Logística Reversa desde o primeiro ano de vigência em 2021. Nesse período inicial, foram reportados os quantitativos de embalagens colocadas no mercado sul-mato-grossense em 2019 e os volumes recolhidos de volta para a indústria.
Em 2021, 5.476 empresas foram cadastradas no sistema, comprovando o recolhimento de mais de 24 mil toneladas de embalagens. No ano-base de 2020, esse número cresceu para 6.105 empresas, com mais de 27 mil toneladas de embalagens retornando ao ciclo produtivo.
Os resultados preliminares do ano-base de 2021 mostram um total de 5.744 empresas cadastradas. Apesar do número ligeiramente menor de cadastros, a quantidade de material recolhido continuou a aumentar, superando 29 mil toneladas de resíduos devolvidos ao ciclo produtivo. No entanto, esses números ainda podem ser ajustados, já que o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) está finalizando a análise dos recursos das Entidades Gestoras que tinham pendências a serem sanadas.
Nos próximos dias, o Imasul publicará uma Portaria que definirá as responsabilidades dos auditores de terceira parte e verificadores independentes na cadeia da Logística Reversa de Embalagens para o ano-base de 2022. Além disso, qualquer entrada de produtos oriundos de outras unidades da federação, que não esteja submetida aos compromissos de um sistema de logística reversa registrado no Imasul, será considerada uma infração ambiental e penalizada.
As entidades gestoras têm até o dia 10 de dezembro deste ano para apresentar o Relatório Anual de Desempenho ao Imasul, referente ao acompanhamento dos Sistemas de Logística Reversa de Embalagens para o ano-base 2022. O prazo anterior, que vencia em 30 de junho, foi prorrogado pelo Decreto nº 16.462, publicado no Diário Oficial no dia 5 de julho. A extensão do prazo foi necessária devido a ajustes no sistema que operacionaliza a Logística Reversa no Estado, o Sisrev/MS.
