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O ser humano me surpreende cada vez, e desta vez de forma trágica, basta observar o que está acontecendo nesse ano de 2020, principalmente no Brasil.

Da Redação
16/06/20 às 15h45
Isabel Fiorese
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* Isabel Fiorese

O ser humano me surpreende cada vez, e desta vez de forma trágica, basta observar o que está acontecendo nesse ano de 2020, principalmente no Brasil. Êta País surpreendente! Veja lá, um vírus traiçoeiro, quase desconhecido e letal transita no meio da população e chega quase a ser bem recepcionado como qualquer estrangeiro que desembarca no Brasil. O vírus é maligno, totalmente sem preconceitos, não escolhe sexo, raça, idade, religião, posição social, deixa o sistema de saúde do País de joelhos, zomba do Ministério da Saúde, lota os hospitais com seus escolhidos, despreza a dor de suas vítimas e dá risada do sofrimento dos familiares.

Aparece vestido de gala nos noticiários e se diverte com as estatísticas dos especialistas.  E qual é a reação do povo? Simplesmente a maioria entra em estado de negação mesmo diante do alarmante número de requisitados pelo visitante desconhecido... quase um milhão SÓ no Brasil, número esse muito polemizado, de um lado, contestado pelo governo,  que diz ser menos e do outro lado, especialistas em saúde pública  afirmam ser muito mais. Oras, nessa altura, o que importa é conter essa curva de qualquer jeito,  pelo menos é o que faria qualquer país sério, mas o que vejo, é uma verdadeira guerra de posicionamentos divergentes, na terra do samba sobram interesses políticos, corrupção, negligência  e gente morrendo em internações improvisadas em cadeiras de rodas nos corredores de hospitais ou dentro de ambulâncias, em contrapartida, temos até alguns governantes empenhados em conter a proliferação do vírus,  mas faltam educação, disciplina e higiene por parte da população. Sim! a parte mais interessada, o povo, não colabora. Sequer as pessoas mais vulneráveis, os idosos, basta ir às ruas para constatar essa informação.

As máscaras usadas no pescoço como se fosse um ornamento, pessoas enfileiradas em todos os lugares, sem o cuidado do distanciamento, ônibus lotados, abraços e beijos em qualquer lugar, gente comendo nas ruas de qualquer jeito, e pasmem! Bailes funks, pancadões, rodas de tereré e festas à rodo, enquanto os jornais estampam a triste realidade, funerais reservados à um número restrito de pessoas e com duração de no máximo duas horas.  Exagero meu? Olhe ao seu redor e veja que isolamento social em tempos de pandemia no Brasil não é só pra inglês ver, porque esses aí querem distância do Brasil, aliás, inglês, americano, chinês, argentino, italiano, russo, alemão e se duvidar até paraguaio.

Que conclusão se pode chegar? Ou que o brasileiro é um otimista por excelência e tem uma fé impressionante,  a ponto de acreditar firmemente que é invulnerável ao vírus , ou tem uma personalidade autodestrutiva, uma baixa autoestima e pior de tudo, é suicida e homicida  inconsciente, pois põe à vida em situação de risco e não está preocupado com a vida do outro, ou ambas conclusões, já que amor à vida não parece ser uma qualidade dos nascidos na terra do futebol, constatação essa corroborada por atitudes pouco recomendáveis diante de outro surto que matam brasileiros a perder a conta todos os anos, a DENGUE, mesmo com farta campanha patrocinada pelo governo e pela mídia. Aqueles que fazem sua parte pedem encarecidamente aos compatriotas, “Ajudem-nos a preservar a vida!”.

 

 

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