A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul realizou no sábado (19), simultaneamente na Capital e em mais seis cidades do interior do Estado a 2ª edição da campanha nacional "Meu Pai Tem Nome". Além de Campo Grande, o mutirão foi realizado em Três Lagoas, Coxim, Nova Andradina, Inocência, Dourados e Caarapó.
A ação foi idealizada pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), com um rol de atividades relacionadas ao reconhecimento de paternidade.
“O objetivo da ação foi o de tentar uma harmonização ou criação do vínculo afetivo com a questão patrimonial. Vale ressaltar que, o trabalho realizado durante a ação é uma demanda atendida diariamente na Defensoria, ou seja, quem não conseguiu comparecer no mutirão pode ainda buscar o nosso atendimento”, pontua o coordenador do Núcleo de Família (Nufam), defensor público Carlos Felipe Guadanhim Bariani.
No Dia D de atendimento, foram realizadas audiências extrajudiciais de mediação/conciliação para o reconhecimento voluntário da paternidade e atendimentos para mães de crianças e adolescentes cujos pais se recusaram a registrar os filhos, geralmente casos que não tiveram acordo entre as partes.
Também foram atendidos casos de pessoas maiores de 18 anos que não possuem o nome do pai no registro de nascimento e desejaram entrar com ações judiciais.
Amor no papel
Além disso, segundo o coordenador, foram atendidos casos de paternidade socioafetiva.
É o caso da família de Fabiano Pellicioni, Fabiane Fialho Leite e Isabela Fialho Silva que, buscaram o atendimento durante a ação para incluir no registro de Isabela o vínculo afetivo com Fabiano.
“Esse mutirão foi a oportunidade de realizar o sonho de poder registrar a Isabela que considero como minha filha. Saímos daqui com tudo resolvido e prontos para comemorar”, disse Fabiano.
Opinião compartilhada por Isabela e a mãe Fabiane que, sem esconder a emoção disseram “foi a melhor coisa que poderia ter acontecido”.
