Em entrevista ao Hojemais, Lieuso conta que esperou cerca de cinco horas pelo resgate.
“Eu sentia muita sede e quando me encontraram foi um alivio, eu nasci de novo” – relembra o sondador.
Para muitos, a simples recordação ainda machuca, aqueles poucos minutos quando recordados geram desespero e muita angustia, assim é a vida de grande parte dos sobreviventes da tragédia em Brumadinho MG, após o rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão. Mesmo diante de todo sofrimento, o reconhecimento de uma segunda chance é inevitável, afinal foi do barro que muitos se foram e outros renasceram.
No dia em que a estrutura se rompeu, Lieuzo morador da cidade de Ilha Solteira interior de SP, estava trabalhando na mina junto de outros colegas. Hoje a menos de uma semana para se completar um mês do ocorrido, o sondador ainda carrega no corpo cicatrizes as quais remetem todo medo vivenciado naquele 25 de janeiro de 2019.
“Na hora não me passou nada pela cabeça, foi tudo muito rápido e eu fiquei fora de mim. Quando abri os olhos só vi os rejeitos, eu chamava pelos meus colegas mas ninguém respondia, foi muito triste” – disse Lieuso emocionado.
“Na hora não me passou nada pela cabeça, foi tudo muito rápido e eu fiquei fora de mim. Quando abri os olhos só vi os rejeitos, eu chamava pelos meus colegas mas ninguém respondia, foi muito triste” – disse Lieuso emocionado.
Os números são atualizados diariamente e 134 famílias esperam notícias e se agarram as esperanças de encontrar o parente que ficou em meio a toda devastação. A mãe clama pelo filho, o marido relembra os momentos felizes com a mulher e os filhos choram de saudades do pai.
O último balanço foi realizado na quinta-feira (21), onde o número de mortos confirmados apontavam 176.
Em entrevista ao Hojemais, Lieuso conta que esperou cerca de cinco horas pelo resgate.
“Eu sentia muita sede e quando me encontraram foi um alivio, eu nasci de novo” – relembra o sondador.
“Eu sentia muita sede e quando me encontraram foi um alivio, eu nasci de novo” – relembra o sondador.
Com a força da lama e a quantidade de rejeitos, Lieuso sofreu uma fratura na perna direita, mas essa é apenas uma das cicatrizes.
“Foi sofrido mas não tem alegria maior do que a de estar vivo. O reencontro com minha família foi maravilhoso, Deus me segurou com as duas mãos e me deu outra oportunidade de viver, eu me emociono quando falo porquê os meus colegas não tiveram a mesma sorte” – finaliza o sobrevivente.