Mato Grosso do Sul mantém a liderança no ranking nacional de investimentos por habitante, de acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico. O estado investiu aproximadamente R$ 1.177 por habitante em 2022, principalmente em obras de infraestrutura.
Esses dados foram obtidos a partir do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) de cada unidade da federação. Além de ocupar o primeiro lugar no ranking, Mato Grosso do Sul registrou um crescimento nominal de 122% nos gastos com investimentos em comparação ao ano anterior, passando de R$ 528,74 para R$ 1.177,30 por habitante.
O secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira, destaca que o indicador de investimentos por habitante demonstra o compromisso do Estado em priorizar o cidadão. Ele ressalta que esse resultado é consequência de um equilíbrio fiscal, evidenciado pelo indicador de Capacidade de Pagamento (Capag), que credencia o Estado a obter recursos, especialmente financiamentos internacionais.
O secretário também enfatiza que esse indicador ratifica o momento de transformação vivido pelo estado, fortalecendo uma estratégia de avanços nos pilares de inclusão social, prosperidade, sustentabilidade e governo digital.
Mato Grosso do Sul também apresenta outros resultados relevantes, como a terceira menor taxa de desocupação do país, de 3,3%, conforme estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além dos investimentos públicos, o estado se destaca por criar um ambiente favorável aos negócios, atraindo investimentos privados, como a fábrica de celulose da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, o grupo Arauco, em Inocência, e a usina solar do grupo Solatio, em Cassilândia e Paranaíba, entre outros empreendimentos.
Esse progresso é resultado do uso de ferramentas gerenciais e estratégicas, como os contratos de gestão, que promovem o alinhamento entre as secretarias, autarquias e fundações por meio da definição de resultados e metas. O objetivo desses contratos é melhorar a qualidade e eficiência dos serviços públicos prestados à sociedade e otimizar os gastos públicos.