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Mulher que matou chargista afirma que o assistiu agonizar por 5 minutos

No julgamento a ré se portou com calma, falando baixo e pausadamente, explicou como matou e esquartejou a vítima

Thais Dias 
02/06/22 às 16h52
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Clarice Silvestre está sendo julgada hoje: a pedido da defesa, foram permitidas só imagens desfocadas da ré. (Foto: Marcos Maluf)

A ré,  Clarice Silvestre de Azevedo de 45 anos, explicou como esfaqueou e esquartejou o chargista, Marco Antônio Borges, o crime aconteceu em 2020. 

De acordo com Clarice, ela ficou sentada olhando a vítima agonizando durante cinco minutos até ele parar de respirar.

Clarice e o filho, João Victor Silvestre de Azevedo, 22 anos, estão sendo julgados hoje, pela 1ª Vara do Tribunal do Juri, pela morte do chargista. Ela, por homicídio qualificado (por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), além da ocultação e destruição de cadáver. O rapaz, por ocultação de cadáver, pois ajudou a mulher a se livrar do corpo.

Clarice e Marco mantinham relacionamento que o chargista não queria assumir publicamente. 

Durante este depoimento, o juiz Carlos Alberto Garcete pediu que levasse ao plenário a mala onde o corpo foi colocado e queimado. O filho da vítima, Kelvis Rodrigues Borges, 26 anos, começou a chorar e foi amparado por familiares.

Logo em seguida, Clarice entrou no plenário. A pedido da Defensoria Pública, o juiz não permitiu imagens da ré, salvo desfocadas. A última vez que ela havia prestado depoimento foi durante a prisão e investigação policial. Na fase de audiências de instrução, ela preferiu manter o silêncio.

Com tom baixo, foi necessário arrumar o microfone para que todos pudessem ouvi-la. Questionada, respondia ao juiz, promotor e defensor: Clarice disse que era massoterapeuta havia quatro anos e aplicava massagem tântrica, que trabalha consciência corporal e trabalha experiências sensórias antes do sexo. Ela e o chargista se conheceram em dezembro de 2019, no bar da esquina da casa dela, na Rua Pedro Celestino. 

Segundo ela, os dois começaram a conversar por motivos profissionais: sendo chargista, fazia arte para divulgar o trabalho dela em troca de massagem.

Clarice negou a versão da Polícia Civil de que queria relacionamento com o chargista. Alegou que sabia da intenção dele de voltar com a ex, que também não tinha tempo, por estar focada no trabalho e nos estudos. Porém, durante o interrogatório, entrou em contradição, lembrando conversas em que indagava o porquê de não serem namorados. Em uma dessas conversas, ele teria dito: “Não, vou arrumar namorada e você vai ser minha amante”.

De acordo com ela, Marco Antônio tinha vergonha da profissão dela, que trabalhava na massagem com energia sexual dos pacientes. 

(*) com informações de Campo Grande News  

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