A nuvem de gafanhotos vem sendo monitorada pela Senasa da Argentina (Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar) desde maio e entrou no país no dia 17 de junho pela província de Santa Fé.
Dois dias depois, avançou pelo rio Paraná até Corrientes.
De acordo com o órgão argentino, em aproximadamente um quilômetro quadrado podem ter até 40 milhões de insetos, que consomem em um dia pastagens equivalentes ao que 2 mil vacas ou 350 mil pessoas comem.
Os insetos não causam danos às pessoas, apenas a culturas e pastos. As nuvens de gafanhotos podem passar por vilas ou cidades, mas não causam danos diretos aos seres humanos.
De acordo com a Embrapa, os gafanhotos normalmente já existem no campo, mas a combinação de tempo seco e quente e a diminuição de inimigos naturais, gerada pelo uso excessivo de agroquímicos, geram surtos da praga.
Além da passagem da frente fria, a queda das temperaturas também devem ajudar o produtor rural brasileiro a se livrar dos insetos.
Publicações nas redes sociais mostram os estragos causados pelos insetos. As imagens são assustadoras.
Fonte/ Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Sul