O ônibus que caiu em uma ribanceira e deixou 11 mortos, em Sapopema, no Norte Pioneiro do Paraná, não tinha autorização para o transporte interestadual de trabalhadores. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (31) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A ANTT informou ainda que o motorista Adilson Dias, de 52 anos, que morreu no acidente, não tinha cadastro ativo junto ao órgão.
Conforme a agência, o ônibus não está habilitado para transporte regular e consta como inativo para fretamento na frota de Transportes Labor Ltda, que tem a propriedade do veículo.
O veículo também não apresenta, nesta quinta-feira, nenhuma apólice de Seguro de Responsabilidade Civil para o veículo, requisito obrigatório para o transporte de passageiros, informou a ANTT.
Investigação
Os corpos dos 11 mortos foram levados para o IML de Londrina, que concentrou todo o trabalho de identificação e liberação.
“A maioria dos corpos tem documento com digital, estavam com os documentos de digital, então é preciso confrontar, que é o que o papiloscopista está trabalhando. Alguns cadáveres estão sem o documento, então isso dificulta um pouco”, disse a chefe do IML de Londrina, Cristiane de Souza Batilana.
De acordo com o delegado André Luis Garcia, as investigações serão concentradas na Delegacia de Curiúva.
Nesta quinta-feira, peritos da criminalística começaram a apurar o caso para tentar esclarecer o que causou o acidente.
“Eu vou entrar em contato com a Polícia Científica no intuito de consulta-los sobre a possibilidade da perícia ser feita lá no local, sem que o ônibus seja retirado. A retirada desse veículo de um declive muito acentuado pode causar avarias que venham atrapalhar o trabalho de perícia”, explicou.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito deve ser instaurado até sexta-feira (1º). A perícia irá analisar se houve falha humana, no ônibus, na pista ou se a queda foi causada por outro veículo.
"Vou requisitar perícia técnica no veículo para a gente saber quais eram as condições, pneu, sistema de freio, mas também aguardo a possibilidade de tomar depoimento dos sobreviventes, para que eles contem o que eles viram, o que presenciaram. O motorista, que poderia nos ajudar, acabou morrendo."
(*) G1.COM
