Os pais preocupados e os filhos com medo de irem à escola. Ameaças de massacres estão cada vez mais frequentes, mas há apenas a intenção, nunca se concretizando, para alívio de todos. Ao que parece, tudo não passa de brincadeira, mas também é sintoma de latente de problemas que precisam ser resolvidos.
Para a psicóloga educacional, Cristiane Valdez Albuquerque, toda ameaça deve ser encarada como tendo 50% de chance de se concretizar e 50% de não ser consumada. Coordenadora de Psicologia e Assistência Educacional da Semed (Secretaria Municipal de Educação), ela fala que “não posso descartar, porque pode acontecer, mas por que esse adolescente está tentando chamar atenção? O que ele está tentando comunicar?”, questiona.
Um dos casos que veio á tono foi na Escola Estadual Olinda Conceição Teixeira Bacha, no Bairro Buriti. Pais ficaram em polvorosa, mas a ameaça marcada para 4 de maio não aconteceu. Mãe que preferiu não ter o nome divulgado disse que o policiamento dentro da unidade escolar aumentou depois da mensagem que foi escrita na porta do banheiro.
Para a psicóloga da Semed, a fase da pré e da adolescência é época de “reprodução de comportamentos”, por isso, se vê um “efeito cascata” nessas ameaças. Somente na rede municipal, foram seis este ano. “O adolescente é impulsivo. Faz primeiro pra depois pensar. E ele quer afirmação, aceitação nos grupos e acaba “indo na onda” e reproduzindo comportamentos”, explica.
(*) crédito: Campo Grande News
