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Pais suspeitam de erro médico na morte de Anna Júlia de 7 anos

Além da família de Anna Júlia, outras mães entraram em contato para relatar mortes semelhantes ocorridas no Hospital Regional.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
29/06/23 às 09h21
Anna Júlia Santos Alves de apenas 7 anos ( Arquivo de Familia)

A família da pequena Anna Júlia Santos Alves, de apenas 7 anos, suspeita de possível erro médico após a morte da criança no Hospital Regional de Três Lagoas.

Segundo relatos da mãe, Glauciene Aparecida Alves da Silva, durante entrevista à Agitta Cidade FM 102,9 nesta quarta-feira (28), suspeita-se que a troca de plantão tenha desencadeado eventos que culminaram no óbito da menina.

A história teve início no sábado (24), quando Anna Júlia teve uma crise de asma e foi levada para o pronto socorro, onde recebeu atendimento médico e foi internada para tratamento.

A mãe contou que no domingo (25), enquanto conversava com a filha no quarto do hospital, recebeu a informação de que teria que se retirar temporariamente para que fosse realizado um procedimento de intubação. Pouco tempo depois, Glauciene e o pai da criança, Laudelino de Oliveira Santos, foram informados de que Anna Júlia sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, vindo a falecer.

Glauciene explicou que a pediatra responsável pelo caso mencionou que a glicemia de Anna apresentou uma alteração e seria controlada com insulina, além do desconforto respiratório que seria tratado com oxigênio para aliviar o cansaço.

A mãe foi informada de que a médica esperaria pelo menos três dias para avaliar a evolução do estado de saúde da filha e, se necessário, realizar a intubação não invasiva, uma vez que a criança não suportaria o procedimento. No entanto, durante a troca de plantão na manhã de domingo, outra médica assumiu o caso e tentou fazer a intubação orotraqueal, o que resultou na morte da criança, segundo Glauciene.

Os pais de Anna Júlia ressaltam que a filha levava uma vida normal e nunca havia sido diagnosticada com diabetes. Eles estão em busca de explicações sobre o ocorrido e buscam justiça para evitar que outras famílias passem pela mesma dor que estão enfrentando.

“Nós queremos uma explicação para o que aconteceu com a nossa filha. Ela entrou andando, conversando e saiu do Hospital Regional dentro de um caixão. Nada vai trazer nossa menina de volta, mas vamos buscar justiça para que outros pais não passem pelo que estamos passando”, disse os pais de Anna.

Além da família de Anna Júlia, outras mães entraram em contato para relatar mortes semelhantes ocorridas no Hospital Regional.

Diante desses acontecimentos, a reportagem entrou em contato com o Hospital Regional, que emitiu uma nota oficial ao Grupo Agitta sobre este caso específico e informou que mantém apuração sobre os procedimentos adotados.

 As autoridades competentes deverão investigar as circunstâncias da morte da criança e tomar as medidas necessárias para esclarecer o ocorrido.

 Confira a nota do Hospital Regional na integra; 

A direção do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé lamenta o falecimento da paciente e se solidariza com familiares e amigos. Os atendimentos prestados na unidade têm como princípio a humanização, qualidade e eficiência, respeitando a individualidade do usuário e integrando rede assistencial capacitada para adotar cada tratamento.  
  
A paciente mencionada foi admitida pelo Pronto Socorro em 24 de junho de 2023 às 16h40 em condição grave, tendo sido realizado atendimento adequado para sua estabilização e internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica, onde apresentou complicações de seu quadro sendo necessário aplicar medidas invasivas de suporte à vida. Infelizmente a paciente manifestou parada cardiorrespiratória, sendo realizadas, exaustivamente, manobras de Reanimação Cardiopulmonar, sem sucesso.  
  
Com relação ao registro de óbito, cabe informar que o documento recebeu informações atualizadas e foi liberado à família. A direção informa, ainda, que sobre este caso específico mantém apuração sobre os procedimentos adotados e, diante da análise junto às equipes técnicas da área da Saúde e jurídica, havendo comprovação sobre possível conduta contestável, tomará providências administrativas.  
  
Importante ressaltar que o hospital, frequentemente, aplica capacitações, treinamentos, palestras e outras ações que têm como principal objetivo aperfeiçoar e atualizar os atendimentos. Neste um ano de funcionamento, a unidade realizou mais de 480 atividades com essa finalidade.

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