A principal rodovia de Três Lagoas, que liga o município à capital sul-mato-grossense, é utilizada diariamente por centenas de motoristas que se expõe ao risco, já que o péssimo estado de conservação da pista foi a causa de diversos acidentes com vítimas fatais na região.
De acordo com usuários da via, o trecho que liga Três Lagoas à Água Clara é o pior da rodovia. A pista está repleta de buracos, alguns pontos ainda sem sinalização vertical e em parte do trajeto, onde as máquinas trabalham para a retirada do asfalto, a pista está em péssimas condições, o motorista não consegue ultrapassar os 30 km/h e alguns já tiveram seus veículos danificados no trajeto.
A obra de recuperação de 190 quilômetros da rodovia foi autorizada pelo o Governo Federal no final de 2018. O empreendimento foi orçado em R$ 150 milhões e de acordo com nota oficial do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Trânsito) os trabalhos devem ser finalizados apenas em abril de 2020.
A Elaboração dos Projetos Básico/Executivo e execução das Obras do Remanescente da restauração com melhoramentos e adequação de capacidade da Rodovia BR-262/MS acontece entre o km 4 e 191,10 da rodovia, entre a cidade de Três Lagoas e o acesso ao distrito de Mutum, em Ribas do Rio Pardo, e encontra-se a cargo do Consórcio Ethos/Pavidez/Spazio.
Em nota oficial enviada à equipe do Hoje Mais, até o momento foram executados 20,9 km de reciclagem de base com adição de cimento, nos pontos mais críticos da rodovia, com tratamento superficial, que é uma fase intermediária da solução, que deverá ser aplicada CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) na camada final do pavimento.
Foram disponibilizados e empenhados, recursos orçamentários na LOA 2019 (Lei Orçamentária Anual), visando a retomada das obras de pavimentação de pista e acostamento, com isso, o ritmo dos trabalhos aumentou.
A respeito da defasagem na sinalização da via, o Dnit se posicionou afirmando que nos trechos em que estão sendo realizados os trabalhos de fresagem e reciclagem, a sinalização vertical e horizontal fica defasada, porém todo o trecho está com sinalização, alertando os condutores sobre a execução dos serviços na pista de rolamento e acostamento.
O órgão que administra a via também alertou aos motoristas que respeitem o limite de velocidade da via e reduzam a velocidade nos trechos em obra.