“Escolha defender as mulheres, como Deus escolheu Maria”. Este é o lema da “Primeira Roda de Conversa das Companheiras”, coordenador do Grupo de Jovens Juventude Unida Operária Seguindo a Cristo, da Pastoral da Juventude da Paróquia Santa Rita. Conforme informou Reynoold Duarte, a iniciativa é uma resposta à onda de feminicídio que tem crescido cada vez mais. Aberto à comunidade em geral, o evento será realizado na Paróquia Santa Rita, neste domingo (8/3), às 15h30, e terá a participação da professora e advogada Luciene, da psicóloga Andréia e da professora Maria Laura, presidente do Sinted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Três Lagoas).
Conforme explicou Reynoold, esta primeira roda de conversa é um momento oportuno para aprofundar “uma reflexão profética em que escolhemos defender as mulheres como Deus escolheu Maria, combatendo aos ciclos de violências contra as mulheres”.
“Fazemos memória das lutas e das companheiras que foram e são vítimas de violência todos os dias no nosso país e que infelizmente o feminicídios deixou marcas de sofrimento e saudade em nossa paróquia”, lamenta.
A roda de conversa, segundo ele, é uma das formas de trabalhar o empoderamento das mulheres na luta para romper com o ciclo de violência a partir do instante em que enfrentam a cultura do machismo, que, na sua avaliação, é uma das principais causas do feminicídio.
Reynoold comenta sobre os dados do 13° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em que acusam o registro de 1.206 casos de feminicídios no Brasil em 2018, um crescimento de 11,3% em relação a 2017. Desse total, 61% das mulheres eram negras e em 88,8% dos casos o autor foi companheiro ou ex-companheiro.
A roda de conversa faz parte da caminhada de enfrentamento ao ciclo de violência é uma campanha de esclarecimento dos direitos das mulheres e uma discussão sobre a necessidade de desenvolver um processo de emancipação social e reforçando o compromisso de lutar pela vida das companheiras, desconstruído a ideia de uma dependência psicossocial de tal modo que incentive as brasileiras reconhecer os atos que desrespeitam a liberdade de suas escolhas e sua dignidade humana e assim possibilitando força para denunciar todas as formas de agressões sofridas em seu convívio.
A pastoral da juventude com seu grupo de base JUOSC assume sua missão profética de denunciar todas as formas de violência e abusos sexuais. “Acreditamos que o Amor vence o ódio, não podemos ser omissos diante do grito das companheiras. Que Jesus Cristo Libertador ouça os pedidos dos mais necessitados de nossa sociedade excludente. Iluminados pela narração bíblica ‘o Deus que vê a aflição do seu povo, ouve seus clamores, conhece os seus sofrimentos, denuncia a fonte da opressão e desce para libertar (Ex.3,7-8)”, argumenta.