COVID-19: os heróis também adoecem; médico de MS curado de coronavírus conta sua experiência
Até os heróis neste novo momento que o mundo está vivendo à pandemia do Covid-1 também adoecem.
Os grandes comandantes deste exército do bem que se formou para salvar vidas daqueles que estão contraindo a nova doença, em MS, que são médicos, enfermeiros, auxiliares, todos, sem excessão, que atuam no setor de saúde pública e privada, que mesmo tomando todos os cuidados e seguindo protocolos rígidos também estão suscetíveis a contaminação do novo coronavírus.
A COVID-10 é um vírus altamente perigoso, desconhecido e de contaminação muito rápida.
Uma informação publicada ontem (23) pelo Jornal Correio do Estado sobre 46 médicos que atuam no Hospital Regional, na capital, que foram infectados pelo coronavírus, além de muito triste, deu uma real noção do momento crítico e perigoso que o mundo está vivendo. Todos, uns com menos, outros maiores chances podem ser alcançados pela COVID-19.
O médico intensivista, Leandro de Oliveira Silva, recebeu alta médica na semana passada (18), no Hospital Cassems Nova Andradina, após 14 dias de tratamento de Covid-19, sendo 8 em Unidade de Terapia Semi-Intensiva falou sobre a sua experiência.
Através da Assessoria de Comunicação do Hospital Cassems tivemos acesso ao depoimento concedido pelo jovem médico e vamos replicar um trecho do mesmo aos nossos leitores.
O DEPOIMENTO:
O médico intensivista, Leandro de Oliveira Silva, atuava na linha de frente do combate ao novo coronavírus em uma unidade de saúde de Dourados, se viu no lugar de paciente e contou com os serviços da Caixa dos Servidores. Ele está curado da doença, mas ainda segue em recuperação.
“Eu ainda me sinto debilitado, perdi 14 kilos no total durante esse período, me sinto fraco e ainda não posso ficar muito tempo em pé. Há algumas restrições musculares e pulmonares”.
O sentimento de Leandro, após passar pela doença e ser acolhido pela equipe Cassems, é de gratidão. “O meu atendimento foi excelente. Agradeço à toda equipe de médicos e, especialmente, à minha médica, Maria Rosenbaum. A capacidade técnica dela foi sensacional, uma competência ímpar, o que foi fundamental no meu tratamento”.
Os agradecimentos se estendem não só à equipe médica, como aos outros profissionais que atuam na estrutura e atendimento do hospital. “Agradeço aos funcionários da limpeza, que foram muito gentis comigo. Ao pessoal da cozinha, que me incentivou muito na alimentação. E, também, aos enfermeiros, que foram muito competentes nos cuidados, durante os dias em que estive internado”.
O médico reitera a importância da prevenção para evitar o contágio do coronavírus. “Falo como paciente e profissional da saúde. Infelizmente, a Covid-19, é uma doença que, enquanto não surgir uma vacina, não há muito o que fazer à respeito e muitas pessoas vão passar por ela. Para evitar, é preciso que as pessoas se policiem em relação ao uso de álcool 70%, uso de máscara de proteção, além de evitar o contato físico”.
Leandro chama a atenção para a realização das medidas de proteção, também, dentro de casa. “Mesmo que eu tenha adquirido a doença, minha família não contraiu, porque mantivemos todos os cuidados dentro de casa. Eu mesmo lavava as minhas roupas, fazia toda a higienização indicada ao chegar em casa, evitava o contato físico, entre outras medidas que ajudaram neste período”.
Ele conta que, ao chegar no Hospital Cassems de Nova Andradina, foi encaminhado para a Semi UTI. “O tratamento que recebi foi impecável, baseado nos protocolos mais modernos. Na terça-feira, houve uma piora nos exames, mas com o tratamento eu fui melhorando e me sentindo melhor. No quarto dia de internação, mesmo com o oxigênio, já conseguia ficar sentado e percebi progresso no meu quadro clínico”.
A Coordenadora da Unidade Semi-Intensiva do Hospital Cassems Nova Andradina, Maria Claudia Rosenbaum, foi quem orientou o tratamento de Leandro e explica os procedimentos realizados com o paciente. “Ele veio transferido de uma unidade de saúde em Ivinhema. Então, como já estava na fase inflamatória da doença, o levamos para a unidade semi intensiva e identificamos um pouco menos de 50% de acometimento pulmonar. Inserimos alguns medicamentos e iniciamos o tratamento, colocando ele em isolamento completo, com oxigênio complementar e fisioterapia”.
Com a melhora progressiva, Leandro pôde comemorar a retirada do oxigênio complementar. “Para mim, aquele foi um sinal de que estávamos vencendo a doença. Na sexta-feira, já não tive mais febre e nem dores na cabeça ou no corpo. Após isso, segui me recuperando, já conseguia tomar o banho sozinho, e no domingo fizemos a opção pela alta”.
Agradecimentos especiais ao Médico, Ricardo Yache, Presidente da Cassems pela autorização do uso do material e Assessoria de Comunicação/Cassems .