O bacharel em Direito, professor universitário e assessor parlamentar Rômulo Wendel, 36 anos, católico convicto, considerou válida a visita de Lula ao Papa Francisco, em que conversaram “sobre um mundo mais justo e fraterno”.
“Lula, Dilma, FHC, e Sarney sempre irão ser ex-líderes de Estado e devem ser tratados como tal. Assim como Bolsonaro será tratado e recebido. O Papa um líder religioso, e deve receber todos que lhe procuram”, opinou. E ele brinca: “Deus quer os seus filhos mais problemáticos, os bons ele já tem”.
“Eu aposto que sim”, responde ele ao ser questionado se o papa receberá também o presidente Jair Bolsonaro. Instado a responder se acredita que o Papa gosta ou não do nosso presidente, responde: “não gostar eu acho meio forte. acho que eles têm grande conflito de ideias”.
Sobre o Papa ter tendências esquerdistas, afirma que as ações da Igreja Católica sempre foram vistas como esquerdistas, do tipo, luta por reforma agrária, por moradia, pela preservação da Amazônia e pela população indígena e tantas outras.
“Todos devem ter direitos e deveres. Devemos tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual à medida de suas desigualdades”, pondera.
Discípulo do saudoso Padre Jose, Rômulo diz que sempre foi católico e que não ocupa cargos na igreja. “Faço minha partem como cristão, tão somente, e acho que toda a forma de buscar Deus é valida, mesmo que não seja a forma que eu busco”, arremata.