A dor de perder um filho é insuportável. Devolver um filho a Deus é como arrancar o coração e a vontade de viver. Certas situações em que passamos na vida não têm explicação. A única coisa que sabemos é que nenhuma mãe e nenhum pai estão preparados para enterrar o seu filho.
A professora - e atual Diretora de Trânsito, Creusa Ramos Monteiro - fez com a dor de perder seu filho, um projeto para ajudar outras famílias enlutadas. Creusa se recompôs e hoje, através do grupo “Mães que choram” está auxiliando mães três-lagoenses a seguirem em frente - apesar da dor.
Creusa perdeu o filho - Jefferson Ramos, conhecido pelo apelido carinhoso de ‘Fon’ - em dezembro de 2017 após uma luta contra um câncer de pâncreas. Durante os nove meses de batalha, exames e tratamento, ela fez um voto a Deus: se Jefferson se curasse, ela iria ajudar outras mães que sofrem - assim como estava padecendo. Mas, a vontade de Deus era de ter Jefferson ao seu lado.
Segundo a professora, só entende essa dor e esse sofrimento quem perdeu um filho. “Nessa hora, é preciso ter fé e acreditar que Deus tem plano melhor para nosso filho ou filha. Como eu já conhecia a dor e o desespero de enterrar um filho, eu coloquei em prática meu voto e criei o grupo para que as mães pudessem ajudar umas às outras” – revelou a professora.
“O intuito do grupo “Mães que choram” é nos reunirmos uma vez no mês, para que cada uma possa contar a sua luta e, assim, dar e receber o conforto – seja através de um abraço, de lágrimas solidárias, do silêncio ou de palavras de compreensão. Para isso, precisamos ter mais participantes. Quando o grupo se solidificar, vamos ajudar mães que não têm condições de comprar o caixão, além de oferecer apoio psicológico, emocional e material” - disse Creusa.
A professora ressalta que o ideal seria se tivessem poucas mães no grupo e que nenhuma viesse mais a sofrer com a morte do filho; mas, isso não está em nosso controle; é da vida; outras mães vão sofrer essa dor.
“Hoje, o grupo ainda é pequeno; quanto mais mães procurarem, mais forte o projeto vai se tornar – assim, poderemos ajudar outras mães que choram. A lei natural seria se os filhos enterrassem os pais - e não os pais enterrarem os seus filhos” – falou, emocionada.
Creusa disse que as mães enlutadas que não conhecem o grupo, podem adicioná-la no WhatsApp através do número (67) 98444-5253 e, se puderem - envie uma foto para que ela possa identificar a pessoa.