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Rosângela toca nos corações de outras mães com relatos de superação da síndrome rara do filho

Rosângela conta com carinho que cuida de cada detalhe da rotina de Miguel.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
12/09/19 às 09h14
Rosângela e o pequeno Miguel ( Acervo Pessoal)

Com apenas 2 anos e nove meses, o pequeno três-lagoense, Miguel Almeida Moreira de Sales, já conquistou o coração de muitas pessoas não só em Três Lagoas, mas em toda parte do Brasil. Em uma página criada no Facebook, a professora  Rosângela da Silva Almeida, mãe de Miguel, conta o dia a dia e a rotina do filho, diagnosticado com síndrome de Schaaf Yang.

Com a história de Miguel, Rosângela toca nos corações de outras mães, que tem filhos com a mesma síndrome do Miguelzinho. Ela ajuda a família entender um pouco mais sobre a Schaaf Yang, as condições as implicações e como o amor e a atenção são essenciais para o desenvolvimento da criança. A página Miguel "Superação dos Raros" Schaaf Yang já tem inúmeros seguidores.

Quando recebeu o exame que constatou a síndrome de Schaaf Yang, Rosângela entendeu que deveria falar suas experiências desde a gravidez até o nascimento do Miguel e contribuir com informações que às vezes são raras na internet.

“Eu recebi o resultado do exame em maio, busquei informações e observei que no Brasil apenas duas crianças foram diagnosticadas com essa síndrome e uma delas é o Miguel. E por não ter informações sobre a Schaaf Yang criei a página para repassar experiências e ajudar outras mães que podem ter recebido uma investigação sobre as limitações do filho erroneamente”, comentou.

Segundo Rosângela, a troca de experiência com mães através da página ajuda pessoas não só com a mesma doença de Miguel, mas várias outras que também necessitam de compreensão e apoio.

Rosângela conta com carinho que cuida de cada detalhe da rotina de Miguel. A alimentação é controlada e algumas brincadeiras são feitas para estimular o desenvolvimento do filho. Mas na maioria das vezes, ela deixa de lado as cobranças do dia a dia para dar apenas amor e carinho ao caçula.

“O Miguel é a pedra preciosa da minha família. Ele é um filho amoroso, adora dar beijinhos, é um menino extremamente carinhoso. Meu príncipe é uma criança muita amada e especial demais. Miguel é um presente de Deus que veio ao mundo para curar o meu coração, depois que meu primogênito virou um anjo”, explanou.

A GRAVIDEZ

A mãe lembra que desde a gravidez ela sabia que o filho poderia nascer com uma síndrome, pelo fato do exame de translucência nucal ter dado alteração. Rosângela foi para a cidade de Araçatuba para uma segunda opinião, e foi pedido pela médica o exame NIPT, que utiliza a amostra de sangue da gestante, que contém DNA placentário, para avaliar a chance de ocorrência de anormalidades. O exame só foi possível ser realizado com a ajuda dos colegas da Escola João Dantas Filgueiras que fizeram uma ação entre amigos para ajudá-la a custear o exame que custa em torno de R$ 3 mil.

Com o resultado nas mãos, Rosângela ficou mais aliviada ao saber que o exame não tinha alterações, mas no consultório do obstetra foi informada que mesmo com o resultado, o bebê poderia nascer com alguma síndrome, já que o NIPT avalia o risco de algumas cromossomopatias mais comuns que podem afetar a saúde do bebê e indica o sexo da criança.

Ao chegar na 36ª semana de gestação, Rosângela teve uma surpresa com o nascimento prematuro do filho. Ela que já era mãe do anjo Davi e da Sofia, observou que o Miguel nasceu perfeito, mas não sugou o peito. A mãe deixou o hospital com Miguel tomando leite no copinho.

Com três meses de vida, Rosângela levou Miguel ao cardiologista para acompanhamento devido a ter perdido seu primogênito com má formação cardíaca e foi alertada que o seu filho era muito molinho, que ele tinha reflexos, mas ficava com as mãos muito fechadas, e pediu para ela falar com o pediatra. A médica que acompanhava o Miguel tranquilizou a mãe dizendo que estava tudo bem, que ele era molinho apenas por ter nascido prematuro.

Só aos nove meses de vida, que começou uma série de investigações e exames para chegar ao diagnóstico em maio desde ano de síndrome de Schaaf Yang.

“É uma síndrome que não tem cura, mas o Miguel através de cuidados e incentivos na APAE de Três Lagoas tem tido grandes progressos e evoluiu bem. É uma alegria enorme ver ele se desenvolvendo, cada descoberta é uma felicidade para mim Eu tenho certeza que meu filho vai vencer muitos outros desafios com muita alegria”, destacou.

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