O exame de DNA, feito com o sangue achado no carro de Rômulo Rodrigues Dias, de 33 anos, investigado como possível assassino da esposa, Graziela Pinheiro Rubiano, de 36 anos, desaparecida desde o dia 5 de abril deste ano, em Campo Grande, apontou positivo. Ele teve a prisão temporária convertida em preventiva e, questionado sobre o paradeiro do corpo, nega qualquer envolvimento.
A Delegacia Especializada em Repressão à Homicídios (DEH) afirmou que as buscas continuam e o suspeito já foi indiciado por feminicídio. A investigação ainda possui o prazo de mais 10 dias para encerrar o inquérito e, caso a vítima não seja encontrada, será um "julgamento sem cadáver"
Além dos vestígios encontrados no carro de Rômulo e também na casa onde ele vivia com a Graziela, a polícia também apreendeu um pano com muitas manchas de sangue e o aparelho celular dele. Nada estava visível e a descoberta somente foi possível por conta do reagente luminol, despejado no imóvel. Conforme a investigação, foram encontradas pesquisas de como amputar partes do corpo, entre outros assuntos.
Para os amigos, que faziam curso de técnico em enfermagem tanto com Rômulo quanto com a Graziela, ressaltam a frieza do suspeito do crime. Conforme os colegas, que preferem não serem identificados, o ex-colega foi considerado como "um homem muito frio, um monstro".
No caso dele, os colegas ressaltaram o quanto o homem era "fechado, sozinho, na dele e como não interagia com os demais alunos do curso". "Todo mundo comenta que ele parece ter se inspirado no caso da Eliza Samúdio mesmo, até por conta dessas pesquisas que ele teria feito no celular. Isso parece coisa de novela. A gente fica se perguntando como o ser humano chega a esse ponto. Agora, ficam os parentes de Rondônia e do estado de São Paulo dela lá, todos chorando", disse.
Discussão em balneário
Pouco antes do sumiço dela, conforme consta nos autos da DEH, ambos estavam em um balneário e tiveram uma discussão após a vítima supostamente "levar bronca de um funcionário".
"Ele disse que a Graziela pulou na lagoa e o funcionário teria dado uma bronca porque o local estava interditado por conta do Covid-19. Em seguida, ele falou que chamou a atenção dela pela bronca do funcionário e ela não gostou. Saiu andando e sumiu. Só que a investigação apontou que o funcionário sequer tinha ido trabalhar naquela semana", afirmou na ocasião o delegado Carlos Delano.
(*) G1