Os meios acadêmicos e científicos são alguns dos que contam com presença marcante das mulheres. Um relatório feito pelo British Council, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura em 2022, revelou que as mulheres representam 46% do total de pesquisadores da área acadêmica na América Latina e Caribe.
Mesmo assim, meninas e mulheres ainda enfrentam uma série de desigualdades no que diz respeito ao acesso a temas científicos, além de sofrerem preconceito. Nesse mesmo relatório, quando considerados apenas os estudos em STEM, sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática, a desigualdade aumenta.
Diante desse cenário, o Hojemais conversou com Kaelly Virginia de Oliveira Saraiva, uma mulher que conhece muito bem todas as dificuldades que a área acadêmica pode oferecer. Kaelly é enfermeira, professora universitária , nas áreas de saúde da mulher e saúde mental nos cursos de Medicina, Enfermagem e na Pós Graduação de Residência de enfermagem obstétrica e diz que, nos 20 anos em que esteve inserida nesse meio já viveu diversas situações de machismo e preconceito.
