É inaceitável que, em pleno século XXI, ainda existam trabalhadores escravizados. Infelizmente, é a realidade de cinco trabalhadores que foram encontrados em uma fazenda, em região alagada do Pantanal, em Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande, foi exatamente essa.
Isolados em meio à mata, eles estavam alojados em um acampamento, afastado a quilômetros da sede, em quatro barracos, construídos com varões de arbustos e cobertos com lona plástica. Dormiam em redes e estruturas precárias, montadas de forma improvisada com troncos de vegetação. O local não tinha paredes ou pisos e não havia banheiros, e as necessidades eram feitas no mato. A água disponível ficava armazenada em um tanque pipa e servia para uso geral.
Apesar de todas as dificuldades e da realidade ainda assustadora enfrentada por muitos trabalhadores, a operação de resgate foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, Polícia Federal (Grupo Especial de Polícia Marítima de Corumbá) e Polícia Militar Ambiental com a utilização de um helicóptero e de um barco, cedidos pelo Governo.
Como forma de reparação, o proprietário da fazenda deverá pagar uma indenização de danos morais aos cinco trabalhadores, no valor de R$ 240 mil, além de R$ 37,4 mil de verbas rescisórias para cada um deles. Também deverá pagar mais R$ 240 mil a título de dano moral coletivo, como forma de reparação à sociedade. O valor será revertido a entidades ou instituições que promovam direitos sociais de interesse coletivo.
