Em um dos países que mais consome carne no mundo o vegetarianismo cresce no Brasil. Dentro desse grupo estão os veganos, adeptos da vertente que elimina carnes e derivados de animais não apenas da alimentação, mas de todos os produtos consumidos no dia a dia – incluindo roupas, calçados e cosméticos.
Quem opta por não consumir produtos de origem animal pode encontrar dificuldades pelo caminho: a escassez de opções é a principal delas, mas os desafios não desanimam esse grupo que luta pela igualdade e direito dos animais.
A rotina alimentar de Felipe Nascimento, 19 anos, é nutritiva e saborosa, ele explica que não precisa de carne no cardápio para se alimentar bem.
“Minha rotina ao acordar é tomar um copo de água com limão, pois quando acordamos estamos com uma enorme carga alcalinizante. Depois tomo um suco "mágico" é como um suco verde, só que vario as cores. E de café da manhã geralmente como pãezinhos que eu faço, café com especiarias e leite vegetal e muita fruta”, diz.
“No almoço como arroz e feijão, mas estou sempre variando, isso pode se tornar torta, croquete, hambúrguer, macarrão sem ovos com bolonhesa de proteínas, tortas, estrogonofe. E no jantar geralmente guacamole, tortinhas low carb, grão de bico, sopinhas, arroz integral, é importante variar para o corpo receber nutrientes diferentes”, completa.
Nascimento é vegano, por isso todos os produtos de higiene e cosméticos – que geralmente utilizam animais em seus testes - são feitos por ele.
“Eu mesmo faço meu tônico, máscaras, desodorante, hidratantes. E muitas vezes são muito melhores que os comuns, pois ainda ajudam na pele e cabelo”, explica.
O pontapé para a decisão de aderir ao veganismo veio através da reflexão sobre o sofrimento dos animais. “Eu resolvi me tornar vegano, imagino eu que a causa que todos se tornam, pelos animais. Mas o start foi o sofrimento animal, nunca consegui entender, por que tem um grupo de animais que respeitamos e outro que matamos e comemos”, afirma.
O estudante de letras, Davi Masther, é vegetariano, ele afirma que sua motivação para a nova dieta veio de uma questão ideológica de não exploração animal. “Não acho certo como os animais são tratados apenas para virar o churrasco de domingo ou a galinhada do sábado”, diz.
Masther se alimenta de frutas, verduras, legumes, tubérculos, cereais, grãos entre outros. Para ele um dos grandes desafios é encontrar a variedade de alimentos nos estabelecimentos.
“Desafios têm vários, a começar que qualquer saída vira um dilema. Quem é vegano, vegetariano ou até mesmo ovo-lacto-vegetariano quase não encontra alimentação fora de casa ou não com a variedade esperada. Faço a maior parte da minha alimentação em casa para não ter problemas com escassez de alimentação vegetariana na rua”, afirma.