Há um ano era assassinada em Três Lagoas, Halley Coimbra Ribeiro Junqueira, de 38 anos.
Em 14 de janeiro de 2018, a imprensa divulgava na tarde daquele fatídico domingo, o primeiro feminicídio do ano.
O caso abalou os três-lagoenses e repercutiu em portais de notícias por todo o Brasil, inclusive em programas policiais na televisão, como o Balanço Geral da Rede Record.
O assassino, Renato Ottoni Bastos, de 62 anos, ex-gerente geral de uma fábrica de celulose localizada em Três Lagoas e que não aceitava o fim do relacionamento com a mãe de suas duas filhas pequenas, uma de três e cinco anos de idade. O casal estava separado desde setembro de 2017.
O crime aconteceu por volta das 18h, dentro da casa da ex-mulher no bairro Santa Júlia. Ottoni discutia com Halley na cozinha do imóvel, e acabou efetuando três disparos de revólver calibre 38 milímetros que acertaram as suas costas e a cabeça.
As crianças e também a enteada de Ottoni, de 15 anos, viram a cena da mãe caída na cozinha. Segundo depoimento dela à polícia na época, estava no quarto, quando ouviu dois disparos e a mãe clamando “pelo amor de Deus” para Ottoni não atirar, e em seguida, o último disparo e o barulho do interfone no portão. Era Ottoni fugindo da cena do crime, conforme revelou a adolescente.
Neste momento, ainda segundo o relato da enteada, ela contou que saiu do quarto e correu em direção à cozinha, onde acabou encontrando a mãe caída e com o corpo todo ensanguentado ao chão.
Uma mistura de comoção e revolta por parte de familiares e amigos marcaram o sepultamento de Halley na manhã do dia seguinte.
Todos puderam se despedir da mulher que deixava três filhas órfãs em virtude da tragédia que abalou toda a cidade em 2018.
