O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Mato Grosso do Sul (Sindicam-MS) informou que pretende aderir a um movimento de greve geral caso a Medida Provisória (MP) 1.343/2026 não seja incluída na pauta de votação do plenário do Senado Federal pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) , e perca a validade.
A MP 1.343/2026 altera a Lei do Piso Mínimo do Frete (Lei nº 13.703/2018) com o objetivo de impedir a prática de pagamentos abaixo dos valores mínimos definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) . O prazo para que a proposta seja apreciada pelos senadores termina na próxima quinta-feira (16) .
Segundo o presidente do Sindicam-MS , Osny Belinati , a categoria luta há pelo menos 15 anos por remuneração justa e melhores condições de trabalho. Para ele, caso a medida provisória deixe de valer sem ser votada, todos os avanços conquistados nas negociações com o poder público poderão ser perdidos.
"Se caducar, caduca tudo que nós já discutimos, já realizamos, já conversamos, já colocamos em pauta. Então não pode caducar. Se caducar, vai caducar o transporte brasileiro e aí vai continuar a mesma bagunça que está hoje. Cada um paga o que quer e tudo recai em cima do caminhoneiro, do autônomo, do micro. Se tiver que aderir, nós vamos aderir. Se for fazer greve, é para fazer greve mesmo. Parar tudo", afirmou Belinati.
Possibilidade de greve nacional
A possibilidade de paralisação também foi defendida pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) , Wallace Landim . Segundo ele, a categoria poderá realizar uma greve geral caso a medida provisória não seja votada, expire e provoque prejuízos aos caminhoneiros.
De acordo com Landim, os profissionais estão "indignados" com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre , pela ausência da proposta na pauta de votação da Casa.
