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Acusado de matar jovem com paulada na cabeça vai a júri nesta sexta-feira

O acusado de matar uma jovem a pauladas, em março de 2015, será levado a júri popular, na sexta-feira (27), às 10 horas, no Fórum de Ilha Solteira (SP).

Hojemais de Ilha Solteira - Da Redação
24/04/18 às 13h30
Vizinhos sentiram cheiro forte no terreno e encontraram o corpo (Colaboração/Douglas Cossi)

O acusado de matar uma jovem a pauladas, em março de 2015, será levado a júri popular, na sexta-feira (27), às 10 horas, no Fórum de Ilha Solteira (SP). 

Segundo o Hojemais de Ilha Solteira, Thaisa dos Santos Sousa, foi encontrada morta, no dia 13 em um terreno baldio na Rua Remanso, zona norte da cidade, já em avançado estado de decomposição.

O acusado do homicídio, Márcio Almeida da Silva teve a prisão preventiva decretada em 19 de agosto de 2015. Porém, ele só foi preso em 28 de junho de 2016.

 Em 7 de fevereiro de 2017, a defesa conseguiu um habeas corpus revogando a prisão preventiva. Com isso, Silva aguarda o julgamento em liberdade.

Mesmo que seja condenado, o réu poderá voltar para casa e recorrer em liberdade.

O julgamento acontece poucos dias após o feminicídio contra a estudante universitária Maria Júlia Martins, morta com 35 facadas pelo ex-namorado Jean Gomes. O caso teve muita repercussão e intensificou o debate sobre crimes contras as mulheres em Ilha Solteira.

CORPO EM DECOMPOSIÇÃO

O forte cheiro que vinha de um terreno, entre duas casas, na Rua Remanso, chamou a atenção de vizinhos, que acreditavam se tratar de algum animal morto. Um vizinho foi até o local verificar e encontrou o corpo de Thaisa. A vítima estava sem documentos, o que dificultou a identificação no momento.

No terreno também foi encontrada uma bicicleta e, próxima ao corpo, uma carteira com os documentos de um homem, que acabou se tornando o principal suspeito. Márcio confessou o crime no dia seguinte à localização do corpo. Por diversas circunstâncias, ele foi ouvido e liberado pela polícia.

O crime teria ocorrido no dia 10 de março daquele ano, após um desentendimento entre a vítima e o acusado. Ambos estariam usando drogas no local do crime, quando se desentenderam, após a mulher ter supostamente furtado a carteira do acusado.

Ainda conforme informações da época, durante a briga, Márcio teria acertado Thaisa com uma paulada na cabeça. Foi justamente a carteira de Márcio, encontrado próxima ao corpo da vítima, que ajudou a Polícia Civil a chegar ao acusado.

Júri popular

O júri popular está previsto para quatro crimes dolosos contra a vida: homicídio, participação em suicídio, infanticídio e aborto. 

No júri popular, pessoas são convocadas de uma lista do Judiciário para julgar o caso. Normalmente, 25 pessoas são selecionadas para formar um júri. Destas, é necessário que, ao menos, 15 compareçam ao dia do julgamento.

No dia do julgamento, sete pessoas da lista de convocados são sorteadas para formar o júri. Conforme o nome é divulgado, defesa e acusação têm o direito de aceitar ou recusar aquela pessoa. Promotor e advogado podem recusar até três jurados, cada. 

Os componentes do júri podem conversar entre si, mas são proibidos de discutir questões referentes ao caso que está sendo julgado. Depois dos depoimentos, da apresentação das provas e dos debates, os jurados votam, em uma sala secreta, se consideram o réu culpado ou inocente. 

No caso de ser julgado culpado, é o juiz quem estipula a pena com base em um questionário respondido pelos jurados.

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