Uma adolescente de 16 anos foi hospitalizada na noite de sábado (30), em Araçatuba (SP), após ser agredida e estuprada. Ela havia acabado de sair da igreja e seguia a pé para casa, pouco depois das 18h30, quando foi surpreendida pelo agressor, no qual chegou a dar uma pedrada, mas foi abusada sexualmente.
Os policiais falaram com a menina no pronto-socorro, onde ela contou que estava a caminho de casa e na esquina da rua Emília Santos com rua Professor Rubens do Rego Fontão, se deparou com o acusado, que estava com um capacete com a viseira transparente, mas suja de terra, para impedir a identificação dele.
Ele estava sozinho, não havia nenhum veículo próximo e a segurou pelo pescoço. A adolescente disse que tentou reagir e escapar, sofrendo lesões nas mãos e pernas, mas foi segura pelos cabelos e a arrastada até um terreno abandonado.
Banheiro
De acordo com ela, nesse terreno tem um banheiro abandonado. Segundo a vítima, enquanto uma ela era segura pelo estuprador, passou pelo local uma senhora, que possivelmente ouviu os gritos dela.
O agressor teria saído para conversar com ela, disse que se tratava de uma briga de casal e, por isso, a mulher deixou o local.
Quando ele voltou para o interior do terreno ela o atacou com pedra que o atingiu no rosto, causando sangramento na região do nariz. Mesmo ferido, ele a jogou contra uma pia do banheiro, abaixou o shorts e consumou o ato sexual.
Agressão
A adolescente disse à polícia que que todas as vezes que ela gritava era agredida com socos na cabeça e que após o estupro, o acusado perguntou por que ela estava passando por ali sozinha.
Ele teria devolvido o celular dela a ela e falado para não ligar para ninguém, pois voltaria e a pegaria. Em seguida, ele saiu correndo a pé para o lado mais escuro da rua professor Rubens Rego Fontão e não foi mais visto.
A adolescente disse que foi atendida por equipe de resgate do Corpo de Bombeiros e levada ao pronto-socorro municipal, e posteriormente encaminhada à Santa Casa.
Investigação
Após ser medicada a menina permaneceu hospitalizada para procedimentos e exames. Foi acionado um médico legista para a constatação do estupro e coleta de materiais.
Policiais civis estiveram no hospital onde também esteve uma representante do Conselho Tutelar, que prestou apoio à vítima e se encarregou de acionar o Creas (Centro Especializado de Referência em Assistência Social) para oferecer atendimento psicológico a ela.
O local onde ocorreu o estupro foi periciado e um inquérito será instaurado.
