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Caso de criança desaparecida no Bairro Paranapungá, em Três Lagoas é falso

Celso José de Souza, presidente da Associação de Moradores do Bairro Paranapungá fala sobre Fake News. Assista ao vídeo!

Aurora Villalba - Hojemais/ Três Lagoas
14/05/20 às 16h30

Um áudio que circulou em diversos grupos de WhatsApp, na cidade de Três Lagoas, hoje (14) é falso. Se tratado desaparecimento de uma menina que teria sido levada contra sua vontade por pessoas estranhas no Bairro Paranapungá.

A polícia desconhece o fato e nenhum  Boletim de Ocorrência foi registrado pelas autoridades versando sobre assunto em Três Lagoas.

Os policiais esclarecem que se a informação fosse verdadeira certamente já teria se tornado pública, principalmente por se tratar de uma criança. Orientação para que nestes casos, é que as pessoas procurem informações junto as polícias -  Civil e Militar para saber da veracidade do fato.

Conversamos com Celso José de Souza, presidente da Associação de Moradores do Bairro Paranapungá sobre Fake News e quão isso tem prejudicado os cidadãos de bem. 

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Espalhar boatos ou notícias falsas nas redes é crime:
Muitas vezes, você pode estar ajudando a difundir mentiras pelas redes sociais. Mesmo sem saber. É sempre bom ter isso em mente: a produção e o compartilhamento de notícias falsas e boatos é crime no Brasil e as penas para esses crimes podem chegar a quase 3 anos. São crimes previstos e tipificados pelo Código Penal e pelo Código Eleitoral.

É bom tomar mais cuidado com aquela foto estranha que você repassa no WhatsApp, ou com aquele vídeo falso que você pública no Face. Ou com aquele meme engraçadinho que você posta no Twitter. E isso tanto para se proteger quanto para respeitar os outros, quanto para valorizar e fortalecer nossa democracia – e não o contrário.

Mas aí você pode pensar: “ué, mas eu estou recebendo tantas notícias. Sei que algumas são falsas. Outras acho que são, mas acabo compartilhando a maioria delas”.

Realmente, as “fake news” estão sendo usadas como uma ferramenta bastante comum nessas eleições. Existem verdadeiras máquinas dedicadas a produzir e difundir notícias falsas. E, nesse cenário, você pode simplesmente estar sendo enganado.

Tem gente, por outro lado, que está cometendo o crime de mentir e divulgar notícias falsas, assumindo, de forma consciente, esse risco.

Um risco que pode levar a consequências graves, seja para quem produz e divulga as notícias falsas, seja para quem é vítima delas. Existem casos, por exemplo, até de pessoas que já foram assassinadas, vítimas de linchamento, por causa de notícias falsas divulgadas contra elas. Uma verdadeira tragédia, né?

Fique por dentro:

O governo federal disponibiliza um site com dados de pessoas desaparecidas. O cadastro existe desde 2009 e consiste em um banco de dados alimentado com informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos, incluindo à imagem.

O Cadastro possibilita o registro, a consulta, e a difusão de informações sobre casos de desaparecimento em todo o país, além de marcar o envolvimento de agentes de Segurança Pública, Governos de Estado, Conselhos Tutelares e da sociedade no enfrentamento pleno da problemática.

Qualquer pessoa pode registrar o desaparecimento de crianças ou adolescentes. Mas, é importante notificar a localização do desaparecido para atualização dos dados estatísticos. Também é importante informar autoridades policiais sobre o desaparecimento.

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