Uma mistura de comoção e revolta por parte de familiares e amigos marcaram o sepultamento de Halley Coimbra Ribeiro Junqueira, de 38 anos, na manhã desta segunda-feira em Três Lagoas.
Todos puderam dar o último adeus a mulher cheia de sonhos, e mãe de três filhas, uma delas adolescente e outras duas ainda crianças.
A tragédia ganhou enorme repercussão na imprensa e abalou toda a cidade.
A mãe, Adélia Coimbra ficou boa parte do tempo no velório debruçada sobre o caixão da filha, chorando a perca da filha.
Donaldina, que viveu algo parecido algum tempo atrás, quando também teve sua filha assassinada, veio para o velório, acompanhou o sepultamento e trouxe sua solidariedade aos familiares de Halley.
Em entrevista ao Hojemais, ela disse que Halley foi uma perca muito grande, pois além de ter sido uma boa filha era também uma boa mãe.
"Para mim também era uma grande amiga. Um assassino louco, tirou sua vida. Passei por esta situação e busquei a justiça e é isto que eu clamo para sua família. Que haja justiça para eles, e que o homem que cometeu esta barbaridade pague pelo crime"- disse revoltada.
Segundo ela, as leis para estes tipos de crimes deveriam ser ainda mais severas.
"Se as leis fossem mais pesadas, casos como estes não teriam tanta impunidade. As leis precisam ser ainda mais rigorosas contra estes tipos de crimes. Muitos homens nos enxergam como propriedade deles"- finalizou.
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"Neguinho Berranteiro" como é conhecido, tinha imensa amizade com Halley e prestou também sua última homenagem.
Ele fez questão de dizer que Halley e a família foi uma das primeiras amizades que fez quando chegou em Três Lagoas em 1.987.
"A Halley foi uma amizade daquelas que muitas vezes comemos até na mesma marmita, principalmente quando íamos para os rodeios realizar nossas montarias"- disse emocionado.
Antes de tocar o berrante, disse ainda que a amiga era apaixonada pela área sertaneja.
Relembre o caso
Halley Coimbra Ribeiro Junqueira foi morta com pelo menos três disparos de arma de fogo, na tarde deste domingo, 14, por volta das 17h30 no interior de sua residência no Bairro Santa Júlia, Zona Leste de Três Lagoas.
De acordo com testemunhas, o ex-gerente geral de uma fábrica de celulose conhecido como Renato Ottoni, de 62 anos, que se encontra foragido, é o principal suspeito.
O casal estava separado há dois meses. Ainda segundo testemunhas, Renato não aceitava o fim do relacionamento e teria cometido o crime na frente da enteada e de suas duas filhas com quem tinha com a vítima.
As polícias Civil e Militar do estado de Mato Grosso do Sul trabalham em conjunto com polícias de outros Estados para capturá-lo.
