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Conflito deixou um indígena Guarani-Kaiowá e um trabalhador rural mortos 

Confronto em Iguatemi deixa dois mortos e envolve área de 41,5 mil hectares da Terra Indígena Iguatemipeguá I.

Redação - Hojemais - Três Lagoas 
17/11/25 às 08h12
(Foto: Munição deflagrada - Imagem: Divulgação Redes Sociais)

Um conflito ocorrido na madrugada de domingo (16), na Terra Indígena Iguatemipeguá I, localizada em Iguatemi, sul de Mato Grosso do Sul, resultou na morte do indígena Guarani-Kaiowá Vicente Fernandes Vilhalva.

 

Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado (Sejusp), um trabalhador rural também morreu durante o confronto. O episódio levou o governo federal a convocar uma reunião de emergência para tratar da escalada de violência na região.

De acordo com relatos de lideranças indígenas e organizações que acompanham a situação, um grupo armado teria atacado a retomada Pyelito Kue por volta das 4h.

 

Vicente Vilhalva foi atingido na cabeça e morreu no local. Outros indígenas ficaram feridos.
A Sejusp informou que um suspeito indígena foi detido e encaminhado à Polícia Federal.

A área em disputa corresponde a aproximadamente 41,5 mil hectares delimitados em 2013 como Terra Indígena Iguatemipeguá I. Parte do território é alvo de litígios envolvendo retomadas Guarani-Kaiowá e propriedades rurais instaladas na região. A tensão fundiária é antiga e já motivou diferentes intervenções de órgãos federais.

O Ministério dos Povos Indígenas manifestou pesar pela morte do indígena e informou que equipes da Funai, da Sesai e do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários foram acionadas.
Diante da gravidade do caso, foi convocada uma reunião extraordinária do gabinete federal dedicado à crise envolvendo os Guarani-Kaiowá, com participação da Funai, Polícia Federal, Força Nacional e governo estadual.

Organizações que atuam no monitoramento das disputas fundiárias afirmam que a violência na região tem se intensificado, especialmente em áreas de retomada. A morte de Vicente Vilhalva reacende o alerta sobre a necessidade de avançar em medidas de proteção, mediação e garantia de segurança às comunidades indígenas.

 

A investigação sobre o caso está em andamento e novas ações devem ser definidas após a reunião federal.

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