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Delegadas pedem afastamento após acusação de falhas no atendimento a Vanessa Ricarte

Delegadas da Deam renunciam em massa após acusações de negligência no caso de feminicídio de Vanessa Ricarte.

Da redação - Hojemais Três Lagoas
18/02/25 às 14h33
Imagem: Redes sociais

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) enfrenta uma crise sem precedentes após doze delegadas, incluindo a titular Elaine Cristina Ishiki Benicasa e a adjunta Fernanda Barros Piovano, pedirem o afastamento coletivo de suas funções. A renúncia ocorre em meio à pressão provocada pelo caso de Vanessa Ricarte, assassinada pelo ex-noivo, Caio Nascimento, após falhas no atendimento à vítima.

Em um documento conjunto, as delegadas assinaram o pedido de remoção, que também inclui profissionais como Patrícia Peixoto Abranches, Stella Paris Senatore, e outras lotadas na unidade. A decisão foi tomada em solidariedade ao afastamento de três delegadas – Elaine Benicasa, Riccelly Donha e Lucélia Constantino – que estiveram diretamente envolvidas no atendimento a Vanessa.

A crise ganhou repercussão política, com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Gerson Claro (PP), reconhecendo falhas no sistema de atendimento e a necessidade de mudanças estruturais urgentes. Após a reunião emergencial convocada pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a situação da Deam gerou discussões entre os três poderes sobre como melhorar a proteção às mulheres.

O caso de Vanessa, que havia solicitado uma medida protetiva contra seu ex-noivo na madrugada de sua morte, mas teve o pedido oficializado somente à tarde, trouxe à tona críticas sobre a demora na resposta das instituições. Relatos indicam que uma delegada teria sugerido que a vítima entrasse em contato com o agressor para que ele deixasse sua residência, o que gerou indignação e questionamentos sobre os protocolos da Deam.

Em meio a esse cenário, o deputado estadual Paulo Duarte (PSB) propôs medidas como o aumento do efetivo da Patrulha Maria da Penha e a ampliação de campanhas de conscientização sobre feminicídio e machismo nas escolas. A Sejusp continua tentando reverter as demissões e elaborar um plano emergencial para garantir a continuidade dos atendimentos. Até o momento, o governo estadual ainda não se pronunciou oficialmente sobre as renúncias ou sobre possíveis mudanças nos protocolos da delegacia especializada.

 

 

* Com informações do site Campo Grande News. 

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