A delegada da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), Letícia Móbis, e o delegado regional de Polícia Civil de Três Lagoas, Rogério Market, pedem à população para que qualquer informação à respeito do paradeiro de Renato Bastos Ottoni, principal suspeito de assassinar Halley Coimbra Ribeiro Junqueira no último domingo (14), seja denunciada.
De acordo com a delegada, o casal estava separado desde a agressão à enteada no final do ano passado, no entanto, Renato estava tentando reatar com Halley. Quando na tarde de ontem, após uma discussão executou a ex-esposa com dois disparos de arma de fogo. A vítima morreu na hora.
O autor que residia em Castilho ainda não foi localizado. A polícia dos estados de Mato Grosso do Sul e de São Paulo estão em ação conjunta para localizá-lo o mais breve possível. “A polícia conta com a ajuda da população. Nós contamos com as parcerias e apoios, mesmo que seja anônimo, se a pessoa tiver conhecimento desse e qualquer crime, que faça chegar até as delegacias”, afirma o delegado Rogério Market.
A delegada Letícia Móbis, pede para que a imagem do autor seja divulgada e conta com a ajuda da polícia do Estado de São Paulo.
Denúncias
As denúncias podem ser feitas através do 190 ou no DEPAC (67) 3929-1500 e também na Delegacia de Atendimento à Mulher(67) 3521-9056.
Feminicídio
Letícia conta à reportagem do Hojemais as causas que resultam em feminicídio, e faz um alerta do crescente crime no município. Segundo a Polícia Civil foram 05 casos registrados em 2017.
“O feminicídio é um crime difícil de prever e de reprimir, o que ocorre é o sentimento de posse sobre a mulher, nunca é uma questão de amor, mas como um objeto que ele não aceita perder”, afirma a delegada.
Para Letícia a morte por gênero é o capítulo final de um histórico de violência que acontece em todos os âmbitos e todas as classes sociais. Para que o desfecho seja diferente, é preciso que a mulher interrompa este ciclo de agressões.
“O Homem é insistente, segue, liga várias vezes, ele não se conforma. É importante procurar uma medida protetiva, nunca desconsidere uma ameaça. Não espere a ameaça virar uma agressão”, destaca.
*Colaborou Aurora Villalba.