De janeiro a dezembro de 2017, a Delegacia de Atendimento à Mulher em Três Lagoas, registrou cerca de mil casos de violência doméstica. Segundo a Secretária Municipal de Assistência Social, Vera Helena Arsioli Pinho, apenas 106 mulheres, o que corresponde a 10% das denúncias, deram prosseguimento no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) núcleo que atua na proteção e suporte à mulher.
“A mulher quando faz o boletim de ocorrência acha que naquele momento já está protegida. Depois de chegar em casa o marido fica ‘bonzinho’ e muda suas atitudes, entrando naquele ciclo que chamamos de ciclo da violência, que é quando ele fica em um período de fazer mil promessas e trata a mulher bem, em seguida ele volta a ficar nervoso até a violência retornar e novamente e chegar nas vias de fato”, explica a secretária.
O CREAS tem um suporte para atender todas as mulheres vítimas de qualquer tipo de violência, física, moral, psicológica, jurídica e patrimonial. Vera Helena também comenta que passagens são disponibilizadas para as vítimas de outras cidades que desejam retornar para os seus lares.
"Nós disponibilizamos as passagens e se precisar até levamos, todo suporte e aparato são dados”, diz.
“Também disponibilizamos um local que nós não divulgamos o endereço, por causa da segurança dessas mulheres. A mulher que sofre violência e precisar de um resguardo, de um local, ela tem, ela e os filhos dela não vão ficar desamparados”, completa.
CIAT
Já está em negociação no Centro Integrado de Atendimento ao Trabalhador (CIAT), a priorização das mulheres no mercado de trabalho. Que atenderá as vítimas que precisam de modo urgente recursos financeiros para sair da zona de violência e dependência de seus agressores.