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Em Brasilândia, neta desvia dinheiro da conta bancária da avó e gasta mais de R$ 30 mil em jogo do tigrinho

As investigações também apontaram que a suspeita utilizou mais de R$ 30 mil desse montante para apostas em jogos virtuais de azar.

Da Redação
13/03/25 às 08h41

Os jogos eletrônicos de apostas têm ganhado cada vez mais espaço no Brasil, e um dos mais populares é o chamado "Jogo do Tigrinho". Prometendo fácil acesso e prêmios tentadores, o jogo tem atraído milhares de pessoas, mas também tem levado muitos ao vício e a perdas financeiras significativas. A febre do aplicativo chamou a atenção das autoridades, resultando em uma série de investigações sobre possíveis golpes e irregularidades.

O mecanismo por trás do "Jogo do Tigrinho" é simples, mas altamente viciante. Segundo especialistas, o jogo opera com um sistema que, inicialmente, pode dar pequenos ganhos ao jogador, incentivando-o a continuar apostando. No entanto, com o passar do tempo, a tendência é que as perdas superem os ganhos, criando um ciclo de compulsão e frustração.

"A única possibilidade de obter vantagem é jogar uma única vez e, se der sorte, retirar o dinheiro ganho e não voltar mais ao jogo. Se ficar jogando várias vezes, vai perder tudo, não há outras hipóteses", explica um especialista em jogos eletrônicos.

O vício em jogos de apostas online tem sido comparado ao de substâncias químicas, como drogas e álcool. De acordo com psiquiatras, esses jogos ativam a mesma área do cérebro responsável pela sensação de prazer, o que faz com que o jogador tenha uma necessidade crescente de continuar apostando. Esse mecanismo de recompensa imediata pode levar à compulsão e a graves problemas financeiros e emocionais.

Diante desse cenário, especialistas alertam para a importância de conscientização sobre os riscos do jogo compulsivo e da necessidade de regulamentação mais rigorosa para plataformas de apostas online. Enquanto isso, vítimas do "Jogo do Tigrinho" seguem em busca de justiça e recuperação dos prejuízos causados pelo vício em apostas.

CASO EM BRASILÂNDIA

A Polícia Civil concluiu, nesta quarta-feira (12), o inquérito que investigava um caso de estelionato e apropriação de proventos envolvendo uma idosa de 67 anos e sua própria neta, de 25 anos. De acordo com as apurações, a jovem teria se aproveitado da relação de confiança e do desconhecimento da vítima sobre questões financeiras para praticar os crimes.

Segundo a investigação, a neta inicialmente ficou encarregada do pagamento de tributos da avó, mas informava valores superiores aos reais e se apropriava das quantias entregues, sem efetuar os pagamentos devidos. Posteriormente, ela teria instalado um aplicativo bancário no próprio celular, o que lhe permitiu realizar transferências indevidas da conta da idosa. Ao todo, o prejuízo causado à vítima chegou a aproximadamente R$ 55 mil.

As investigações também apontaram que a suspeita utilizou mais de R$ 30 mil desse montante para apostas em jogos virtuais de azar, popularmente conhecidos como "tigrinho".

Ouvida pelo delegado responsável pelo caso, a jovem confessou parcialmente os crimes e afirmou estar arrependida. A Polícia Civil adotou as medidas cabíveis e indiciou a neta pelos crimes investigados. O caso segue para análise do Ministério Público e Justiça.

 

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