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Família de Criskeila desmente matérias publicadas sobre a morte e ainda aguarda laudo

“Tem muitas perguntas que para mim e para minha família não estão respondidas”, diz Criskelly Gomes, irmã de Criskeila

Dayane Milani - Hojemais Três Lagoas
23/12/18 às 15h53
(Foto: Arquivo Familiar)

A família de Criskeila Veloso Gomes, que desapareceu na Austrália, e foi encontrada morta dias depois em uma praia de Brisbane, litoral Leste do país, diz que não recebeu nenhum laudo conclusivo sobre as causas da morte da três-lagoense.

Segundo Criskelly Gomes, irmã de Criskeila, a família aqui no Brasil não recebeu nenhuma informação das autoridades australianas, e também não autorizou nenhum site de noticias a divulgar as causas da morte da três-lagoense.

Ao Hojemais Criskelly desabafou: “As informações que foram publicadas em diversos portais de noticiais, não são verdadeiras. O Vamor Gomes Moraes, cônsul-honorário do Brasil em Queensland, entrou em contato comigo, quando aconteceu o desaparecimento, nos dois primeiros dias, após isto, ele não falou mais com ninguém da minha família aqui no Brasil. Quando encontraram o corpo, que supostamente era o da Criskeila, não foi ele que repassou a noticia. Foi um casal de amigo nosso que mora na Austrália. Eles (consulado) não estão nos dando nenhum suporte, tanto que envio mensagens diariamente, e ele (cônsul) não responde a nenhuma. Pedi, para que ele ajudasse no transporte das cinzas, porque minha irmã foi cremada, mas ele não respondeu ainda”, diz.

Quando ao laudo que conclui o suicídio, Criskelly diz que não acredita na hipótese. “Tem muitas perguntas que para mim e para minha família não estão respondidas. Se realmente foi suicídio, qual foi à forma que encontrou ela? Qual estado que estava? Quantos dias ela estava morta? Ela morreu realmente no mesmo dia que desapareceu? Qual a condição que a encontraram o corpo?”, questiona a irmã.

Segundo ela o cônsul até o momento não informou absolutamente nada para a família. “Pelo contrário, eu entro em contato via Messenger, ele visualiza a mensagem e não responde. Esta conversa que estamos agradecidos a ele, é mentira, até agora ele não nos ajudou em nada. Eu acho que ele tinha a obrigação e o mínimo de respeito a nós que somos da família, que se realmente o laudo constatou que foi suicídio, porque ele não entrou em contato conosco. Ele não tem que disponibilizar informação para ninguém, sem antes nos consultar, e sem saber se autorizamos. Todos tem que nos respeitar como família, e primeiramente nos informar o que esta acontecendo, e principalmente, nos orientar sobre o que devemos fazer e como proceder para facilitar o transporte das cinzas. É tudo mentira, ninguém nos enviou laudo, nem a polícia, imigração ou consulado”, desabafa.

De acordo com Criskelly, as informações que chegam a ela e a família, são de um casal de amigos, que moram na Austrália que eram padrinhos de Criskeila.

“Precisamos saber: Foi suicídio mesmo? O que conclui que foi? Quais as provas que eles têm que indicam isto? Teria alguma outra, ou outras pessoas envolvidas no caso? Não sabemos de nada. Eles dizem que foi, mas quem me garante, com quais provas?”, finaliza a irmã.

As cinzas de Criskeila, estão a caminho do Brasil, através de um casal de amigos da família, que mora na Austrália. Provavelmente chega no país entre os dia 27 e 28 deste mês.

Criskeila desapareceu no dia 28 de novembro, e foi encontrada morta em uma praia no dia 8 de dezembro.

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